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Maquetes e materiais ultilizados

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Maquetes e materiais ultilizados

Mensagem por elizabete.aff em Qui Abr 03, 2014 8:02 pm

As maquetes são feitas com uma grande diversidade de materiais, sendo eles:
 
Plásticos - Poliestireno e Polietileno (chapas, perfis e tiras);

PVC (em chapas, tarugos e varetas);

Acrílico cristal e colorido (chapas e tarugos);

Policarbonato ;  

Formplast para revestimento de bases;                              

Styrofoam, isopor e FoamPaper;

Papéis (texturizados, rígidos e especiais);

Madeiras leves (balsa e freijó), MDF, OSB e Naval;

Chapa de compensado e Eucatex/Duratex;

Metais (ferro, alumínio, cobre e aço);

Tintas acrílicas, esmalte sintético, laca, vernizes;

Colas (branca e superbonder);

Materiais específicos para maquetes etc.

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Re: Maquetes e materiais ultilizados

Mensagem por elizabete.aff em Qui Abr 03, 2014 8:07 pm


elizabete.aff
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Re: Maquetes e materiais ultilizados

Mensagem por elizabete.aff em Qui Abr 03, 2014 8:20 pm


Etapas da produção da maquete.

Introdução

A idéia de construir uma maquete para a área de exp
osições permanentes da
Pinacoteca do Estado surgiu a partir de uma solicit
ação da equipe de curadoria do
2
museu. Originalmente havia sido sugerida a realizaç
ão de um modelo geométrico
digital, a partir do qual seriam feitos renderings
com o objetivo de planejamento da
nova disposição da coleção permanente nas salas do
segundo andar. Visando
propiciar uma maior independência aos curadores da
Pinacoteca, a equipe do
LMM/LAPAC, coordenada pela professora Gabriela Cela
ni, pesquisou inicialmente
algumas alternativas com o uso de realidade virtual
, que possibilitariam à equipe da
Pinacoteca posicionar as obras e gerar as imagens d
esejadas por si próprios (Figura
1). Contudo, esse tipo de sistema não resultaria em
um ambiente colaborativo
apropriado para o trabalho em equipe e nem tampouco
permitiria uma boa
visualização do conjunto das salas do museu.
Figura 1: Exemplo de um visualizador panoramico de
coleções, de Woolner e Howard
(2007).
Dessa forma, surgiu a idéia de confeccionar de uma
maquete física, o que
permitiria à equipe reunir-se ao seu redor e desenv
olver o projeto da nova disposição
das obras de arte de maneira mais interativa e abra
ngente. A maquete física, assim
como a virtual, permitiria a geração de vistas inte
rnas das salas por meio de
fotografias tiradas a partir de uma altura proporci
onal à altura dos olhos de um
visitante. Além disso, o trabalho vinha de encontro
com uma das propostas de
pesquisa do LMM/LAPAC, que consiste justamente em e
studar o papel das maquetes
físicas no processo de projeto colaborativo.
2 O projeto da maquete
O processo de confecção da maquete da Pinacoteca te
ve início com um
cuidadoso planejamento, como em qualquer projeto de
arquitetura ou de design.
Nessa etapa, assim como ao longo de todo o processo
, foi fundamental o papel da
pesquisadora Valéria Piccoli, da Pinacoteca, como i
ntermediadora entre as equipes do
LMM/LAPAC e do museu.
3
A primeira questão que precisou ser definida nessa
etapa foi a escala da maquete.
Nesse momento duas questões antagônicas tiveram de
ser levadas em consideração:
a maquete deveria ser suficientemente grande para p
ermitir a obtenção de fotos com
boa resolução, mas ao mesmo tempo deveria ser sufic
ientemente pequena para
facilitar seu transporte e armazenamento.
A fim de verificar se as fotos obtidas permitiriam
uma boa visualização do espaço
expositivo, foram construídos inicialmente dois moc
kups da sala com maiores
dimensões do segundo andar do edifício. Os mockups
foram produzidos em papelão
ondulado nas escalas 1:25 e 1:50 (Figura 2). Juntam
ente com eles foram produzidas
algumas miniaturas de telas e de esculturas nessas
mesmas escalas.
Figura 2:Os dois mockups em papelão, em escalas 1:5
0 e 1:25.
Para cada mockup foram produzidas quatro miniaturas
de telas, sendo duas delas
de obras de grande formato (aproximadamente 80x100c
m) e duas de obras de
pequeno formato (aproximadamente 20x30cm). As minia
turas foram impressas em
uma impressora a laser colorida com resolução de 60
0dpi e receberam molduras de
papelão ondulado. Foram també m produzidas miniatura
s de duas esculturas, uma
com linhas simples e outra de maior complexidade. A
reprodução da escultura de
maior complexidade, uma figura de Brecheret com alt
ura de aproximadamente 35cm,
foi feita por meio de modelagem geométrica digital
seguida por impressão 3d em pó
cerâmico, em uma impressora Zcorp 310, nas duas esc
alas.
A Figura 3 mostra uma comparação entre as fotografi
as obtidas a partir dos dois
mockups. O experimento demonstrou que a escala míni
ma necessária para a
obtenção de boas imagens do interior das salas, bem
como de boas reproduções das
4
obras de arte, era de 1:25, pois na escala 1:50 as
obras pequenas não poderiam ser
representadas com suficiente grau de detalhe.
Figura 3:Fotografias obtidas a partir dos mockups e
m escalas 1:50 (esquerda) e 1:25
(direita).
Como a maquete de um pavimento inteiro do museu ocu
paria aproximadamente
200x300 cm em escala 1:25, optou-se por confeccioná
-la em módulos separados, que
seriam colocados sobre uma lona com a planta geral
do pavimento impressa (Figura
4).
Figura 4:Dimensões gerais da maquete (esquerda) e s
istema desenvolvido para evitar
problemas de transporte e armazenamento, com caixas
soltas sobre uma base com a planta do
museu impressa (direita).
Além da facilidade de transporte, a maquete precisa
va ser facilmente desmontada
para facilitar a pintura em caso de troca da cor do
piso ou das paredes. Além disso,
para facilitar a fixação das miniaturas das telas n
as paredes, decidiu-se utilizar uma
tinta magnética (Suvinil Magnética) que possivelmen
te necessitará ser retocada em
caso de desmagnetização, em conseqüência de uso int
enso. Por esses motivos foi
5
desenvolvido um sistema de montagem dos módulos sem
o uso de cola, apenas com
perfis de alumínio parafusados. As paredes e piso f
oram cortados em MDF de 6mm,
com aplicações de peças em MDF de 3mm para reproduç
ão das saliências exsitentes
nas paredes (Figura 5). A reprodução dessas saliênc
ias era importante, pois elas
indicam locais em que não é possível pendurar quadr
os nas paredes.
Figura 5:Sistema de montagem das salas em placas de
MDF com perfis de alumínio nos
cantos (esquerda), e aplicação de peças em MDF para
reprodução das saliências das paredes
(direita).
3 Orçamento e cronograma
Após a definição completa do sistema de produção, f
oi feita a quantificação dos
materiais a serem utilizados e o orçamento total da
maquete.
Em seguida, foi realizado um cronograma dividido em
3 etapas, sendo as duas
primeiras referentes à produção das salas e miniatu
ras das telas, e a terceira referente
à produção das miniaturas das esculturas. Os recurs
os para a compra dos materiais
foram fornecidos pela Associação dos Amigos da Pina
coteca. Os recursos referentes
à mão-de-obra, não quantificados no orçamento, fora
m fornecidos pela UNICAMP e
pela FAPESP, por meio de bolsas SAE e de bolsas de
Iniciação Científica. O projeto
foi desenvolvido como um projeto de pesquisa/extens
ão, com o envolvimento de
diversos alunos e pesquisadores da FEC-UNICAMP, CES
ET-UNICAMP, FEQ-
UNICAMP e ainda do CTI Renato Archer.
4 Produção da maquete
A maquete foi produzida no LMM/LAPAC, com o auxílio
de uma aluna do
programa de doutorado da FEC-UNICAMP e bolsista da
FAPESP, Regiane Pupo, e de
6
três bolsistas do Sistema de Apoio ao Estudante (SA
E) da UNICAMP: Ana Emilia
Sant ́Anna, Evelin Botesini e Joyce Carvalho, as dua
s primeiras alunas do curso de
Engenharia Civil da FEC e a última do curso de Tecn
ologia da Construção Civil do
CESET de Limeira. O processo de produção da maquete
teve início com o desenho
das peças a serem cortadas em sistema CAD. Para iss
o foi utilizado o programa
AutoCAD versão 2005 (Figura 6).
Figura 6:Desenho das peças a serem cortadas; cortad
ora a laser ULS X-660.
As peças em MDF foram cortadas em uma cortadora a l
aser modelo ULS X660.
Foi feito um layout com a disposição das peças sobr
e a área de corte da máquina, de
maneira a obter o máximo aproveitamento do MDF. Det
alhes como guarnições de
portas, folhas almofadadas e rodapés foram cortados
e gravados em laminado
melamínico de 0,4mm, e colados sobre o MDF com cola
a base de cianocrilato. Os
bancos do museu foram confeccionados em madeira bal
sa pré-acabada
A montagem das salas foi feita com a ajuda dos func
ionários do LMM. O processo
envolveu o corte e furação dos perfis de alumínio,
a pintura das peças de MDF, a
colagem dos detalhes, como portas, molduras e rodap
és, a colagem das peças
sobrepostas, e a montagem final das caixas (Figura
7).
7
Figura 7:Aplicação de detalhes e montagem das salas
no LMM/LAPAC.
5 Resultados parciais
Em julho de 2008 quatro salas, a base da maquete e
aproximadamente 50
miniaturas de telas em base magnética foram entregu
es à Pinacoteca (Figura Cool. Em
janeiro de 2009 mais dez salas foram entregues, jun
tamente com as minuaturas de
telas restantes. A segunda entrega incluiu uma sala
diferente das demais, o pátio das
esculturas. Para reproduzir a textura de tijolos à
vista das paredes desse pátio,
destinado à exibição de esculturas, foi utilizado o
raio laser com baixa potência sobre
MDF e sobre papel kraft. Essa maquete será equipada
com miniaturas das esculturas
do acervo do museu, que serão produzidas, na etapa
final do trabalho, por um
processo de digitalização e impressão 3D.
Figura 8:Entrega da primeira etapa na Pinacoteca.
6 Discussão
Foi possível observar que mesmo com a utilização de
processos automatizados na
produção desta maquete o desenho continuou tendo um
papel muito importante,
variando desde o croquis até a perspectiva explodid
a e o modelo geométrico digital.
Ao contrário do que se poderia pensar, o uso do com
putador tornou ainda mais
necessária a produção de desenhos complexos e de gr
ande grau de detalhe.
No que se refere à eficiência da maquete como instr
umento de planejamento para
os curadores do museu, foi possível comprovar, por
meio do acompanhamento de
uma reunião da equipe em torno da maquete (Figura 9
), que ela representa uma
contribuição enorme ao processo de re-planejamento
da exposição permanente.
Segundo Ivo Mesquita, curador-chefe do museu, ela p
ossibilita uma apreensão do
conjunto das salas que dificilmente seria alcançada
de outras maneiras.
8
Figura 9: Dois momentos durante uma reunião da equi
pe de curadores com o uso da maquete
desenvolvida.
Agradecimentos
Ao Serviço de Apoio ao Estudante da UNICAMP, pela c
oncessão bas bolsas dos
estagiários, e à FAPESP, pela concessão da bolsa de
doutorado de Regiane e pelo
finaciamento dos equipamentos do LAPAC. Aos funcion
ários da maquetaria da FEC,
Sebastião e Haroldo, pelo apoio técnico.
Referências
WOOLNER, M., & HOWARD, G. Panoramic Collections Vie
wer (PCV).
Proceedings
of the International Cultural Heritage Informatics
Meeting
. Toronto, 2007.
Introdução
A idéia de construir uma maquete para a área de exp
osições permanentes da
Pinacoteca do Estado surgiu a partir de uma solicit
ação da equipe de curadoria do
2
museu. Originalmente havia sido sugerida a realizaç
ão de um modelo geométrico
digital, a partir do qual seriam feitos renderings
com o objetivo de planejamento da
nova disposição da coleção permanente nas salas do
segundo andar. Visando
propiciar uma maior independência aos curadores da
Pinacoteca, a equipe do
LMM/LAPAC, coordenada pela professora Gabriela Cela
ni, pesquisou inicialmente
algumas alternativas com o uso de realidade virtual
, que possibilitariam à equipe da
Pinacoteca posicionar as obras e gerar as imagens d
esejadas por si próprios (Figura
1). Contudo, esse tipo de sistema não resultaria em
um ambiente colaborativo
apropriado para o trabalho em equipe e nem tampouco
permitiria uma boa
visualização do conjunto das salas do museu.
Figura 1: Exemplo de um visualizador panoramico de
coleções, de Woolner e Howard
(2007).
Dessa forma, surgiu a idéia de confeccionar de uma
maquete física, o que
permitiria à equipe reunir-se ao seu redor e desenv
olver o projeto da nova disposição
das obras de arte de maneira mais interativa e abra
ngente. A maquete física, assim
como a virtual, permitiria a geração de vistas inte
rnas das salas por meio de
fotografias tiradas a partir de uma altura proporci
onal à altura dos olhos de um
visitante. Além disso, o trabalho vinha de encontro
com uma das propostas de
pesquisa do LMM/LAPAC, que consiste justamente em e
studar o papel das maquetes
físicas no processo de projeto colaborativo.
2 O projeto da maquete
O processo de confecção da maquete da Pinacoteca te
ve início com um
cuidadoso planejamento, como em qualquer projeto de
arquitetura ou de design.
Nessa etapa, assim como ao longo de todo o processo
, foi fundamental o papel da
pesquisadora Valéria Piccoli, da Pinacoteca, como i
ntermediadora entre as equipes do
LMM/LAPAC e do museu.
3
A primeira questão que precisou ser definida nessa
etapa foi a escala da maquete.
Nesse momento duas questões antagônicas tiveram de
ser levadas em consideração:
a maquete deveria ser suficientemente grande para p
ermitir a obtenção de fotos com
boa resolução, mas ao mesmo tempo deveria ser sufic
ientemente pequena para
facilitar seu transporte e armazenamento.
A fim de verificar se as fotos obtidas permitiriam
uma boa visualização do espaço
expositivo, foram construídos inicialmente dois moc
kups da sala com maiores
dimensões do segundo andar do edifício. Os mockups
foram produzidos em papelão
ondulado nas escalas 1:25 e 1:50 (Figura 2). Juntam
ente com eles foram produzidas
algumas miniaturas de telas e de esculturas nessas
mesmas escalas.
Figura 2:Os dois mockups em papelão, em escalas 1:5
0 e 1:25.
Para cada mockup foram produzidas quatro miniaturas
de telas, sendo duas delas
de obras de grande formato (aproximadamente 80x100c
m) e duas de obras de
pequeno formato (aproximadamente 20x30cm). As minia
turas foram impressas em
uma impressora a laser colorida com resolução de 60
0dpi e receberam molduras de
papelão ondulado. Foram també m produzidas miniatura
s de duas esculturas, uma
com linhas simples e outra de maior complexidade. A
reprodução da escultura de
maior complexidade, uma figura de Brecheret com alt
ura de aproximadamente 35cm,
foi feita por meio de modelagem geométrica digital
seguida por impressão 3d em pó
cerâmico, em uma impressora Zcorp 310, nas duas esc
alas.
A Figura 3 mostra uma comparação entre as fotografi
as obtidas a partir dos dois
mockups. O experimento demonstrou que a escala míni
ma necessária para a
obtenção de boas imagens do interior das salas, bem
como de boas reproduções das
4
obras de arte, era de 1:25, pois na escala 1:50 as
obras pequenas não poderiam ser
representadas com suficiente grau de detalhe.
Figura 3:Fotografias obtidas a partir dos mockups e
m escalas 1:50 (esquerda) e 1:25
(direita).
Como a maquete de um pavimento inteiro do museu ocu
paria aproximadamente
200x300 cm em escala 1:25, optou-se por confeccioná
-la em módulos separados, que
seriam colocados sobre uma lona com a planta geral
do pavimento impressa (Figura
4).
Figura 4:Dimensões gerais da maquete (esquerda) e s
istema desenvolvido para evitar
problemas de transporte e armazenamento, com caixas
soltas sobre uma base com a planta do
museu impressa (direita).
Além da facilidade de transporte, a maquete precisa
va ser facilmente desmontada
para facilitar a pintura em caso de troca da cor do
piso ou das paredes. Além disso,
para facilitar a fixação das miniaturas das telas n
as paredes, decidiu-se utilizar uma
tinta magnética (Suvinil Magnética) que possivelmen
te necessitará ser retocada em
caso de desmagnetização, em conseqüência de uso int
enso. Por esses motivos foi
5
desenvolvido um sistema de montagem dos módulos sem
o uso de cola, apenas com
perfis de alumínio parafusados. As paredes e piso f
oram cortados em MDF de 6mm,
com aplicações de peças em MDF de 3mm para reproduç
ão das saliências exsitentes
nas paredes (Figura 5). A reprodução dessas saliênc
ias era importante, pois elas
indicam locais em que não é possível pendurar quadr
os nas paredes.
Figura 5:Sistema de montagem das salas em placas de
MDF com perfis de alumínio nos
cantos (esquerda), e aplicação de peças em MDF para
reprodução das saliências das paredes
(direita).
3 Orçamento e cronograma
Após a definição completa do sistema de produção, f
oi feita a quantificação dos
materiais a serem utilizados e o orçamento total da
maquete.
Em seguida, foi realizado um cronograma dividido em
3 etapas, sendo as duas
primeiras referentes à produção das salas e miniatu
ras das telas, e a terceira referente
à produção das miniaturas das esculturas. Os recurs
os para a compra dos materiais
foram fornecidos pela Associação dos Amigos da Pina
coteca. Os recursos referentes
à mão-de-obra, não quantificados no orçamento, fora
m fornecidos pela UNICAMP e
pela FAPESP, por meio de bolsas SAE e de bolsas de
Iniciação Científica. O projeto
foi desenvolvido como um projeto de pesquisa/extens
ão, com o envolvimento de
diversos alunos e pesquisadores da FEC-UNICAMP, CES
ET-UNICAMP, FEQ-
UNICAMP e ainda do CTI Renato Archer.
4 Produção da maquete
A maquete foi produzida no LMM/LAPAC, com o auxílio
de uma aluna do
programa de doutorado da FEC-UNICAMP e bolsista da
FAPESP, Regiane Pupo, e de
6
três bolsistas do Sistema de Apoio ao Estudante (SA
E) da UNICAMP: Ana Emilia
Sant ́Anna, Evelin Botesini e Joyce Carvalho, as dua
s primeiras alunas do curso de
Engenharia Civil da FEC e a última do curso de Tecn
ologia da Construção Civil do
CESET de Limeira. O processo de produção da maquete
teve início com o desenho
das peças a serem cortadas em sistema CAD. Para iss
o foi utilizado o programa
AutoCAD versão 2005 (Figura 6).
Figura 6:Desenho das peças a serem cortadas; cortad
ora a laser ULS X-660.
As peças em MDF foram cortadas em uma cortadora a l
aser modelo ULS X660.
Foi feito um layout com a disposição das peças sobr
e a área de corte da máquina, de
maneira a obter o máximo aproveitamento do MDF. Det
alhes como guarnições de
portas, folhas almofadadas e rodapés foram cortados
e gravados em laminado
melamínico de 0,4mm, e colados sobre o MDF com cola
a base de cianocrilato. Os
bancos do museu foram confeccionados em madeira bal
sa pré-acabada
A montagem das salas foi feita com a ajuda dos func
ionários do LMM. O processo
envolveu o corte e furação dos perfis de alumínio,
a pintura das peças de MDF, a
colagem dos detalhes, como portas, molduras e rodap
és, a colagem das peças
sobrepostas, e a montagem final das caixas (Figura
7).
7
Figura 7:Aplicação de detalhes e montagem das salas
no LMM/LAPAC.
5 Resultados parciais
Em julho de 2008 quatro salas, a base da maquete e
aproximadamente 50
miniaturas de telas em base magnética foram entregu
es à Pinacoteca (Figura Cool. Em
janeiro de 2009 mais dez salas foram entregues, jun
tamente com as minuaturas de
telas restantes. A segunda entrega incluiu uma sala
diferente das demais, o pátio das
esculturas. Para reproduzir a textura de tijolos à
vista das paredes desse pátio,
destinado à exibição de esculturas, foi utilizado o
raio laser com baixa potência sobre
MDF e sobre papel kraft. Essa maquete será equipada
com miniaturas das esculturas
do acervo do museu, que serão produzidas, na etapa
final do trabalho, por um
processo de digitalização e impressão 3D.
Figura 8:Entrega da primeira etapa na Pinacoteca.
6 Discussão
Foi possível observar que mesmo com a utilização de
processos automatizados na
produção desta maquete o desenho continuou tendo um
papel muito importante,
variando desde o croquis até a perspectiva explodid
a e o modelo geométrico digital.
Ao contrário do que se poderia pensar, o uso do com
putador tornou ainda mais
necessária a produção de desenhos complexos e de gr
ande grau de detalhe.
No que se refere à eficiência da maquete como instr
umento de planejamento para
os curadores do museu, foi possível comprovar, por
meio do acompanhamento de
uma reunião da equipe em torno da maquete (Figura 9
), que ela representa uma
contribuição enorme ao processo de re-planejamento
da exposição permanente.
Segundo Ivo Mesquita, curador-chefe do museu, ela p
ossibilita uma apreensão do
conjunto das salas que dificilmente seria alcançada
de outras maneiras.
8
Figura 9: Dois momentos durante uma reunião da equi
pe de curadores com o uso da maquete
desenvolvida.
Agradecimentos
Ao Serviço de Apoio ao Estudante da UNICAMP, pela c
oncessão bas bolsas dos
estagiários, e à FAPESP, pela concessão da bolsa de
doutorado de Regiane e pelo
finaciamento dos equipamentos do LAPAC. Aos funcion
ários da maquetaria da FEC,
Sebastião e Haroldo, pelo apoio técnico.
Referências
WOOLNER, M., & HOWARD, G. Panoramic Collections Vie
wer (PCV).
Proceedings
of the International Cultural Heritage Informatics
Meeting
. Toronto, 2007.
Introdução
A idéia de construir uma maquete para a área de exp
osições permanentes da
Pinacoteca do Estado surgiu a partir de uma solicit
ação da equipe de curadoria do
2
museu. Originalmente havia sido sugerida a realizaç
ão de um modelo geométrico
digital, a partir do qual seriam feitos renderings
com o objetivo de planejamento da
nova disposição da coleção permanente nas salas do
segundo andar. Visando
propiciar uma maior independência aos curadores da
Pinacoteca, a equipe do
LMM/LAPAC, coordenada pela professora Gabriela Cela
ni, pesquisou inicialmente
algumas alternativas com o uso de realidade virtual
, que possibilitariam à equipe da
Pinacoteca posicionar as obras e gerar as imagens d
esejadas por si próprios (Figura
1). Contudo, esse tipo de sistema não resultaria em
um ambiente colaborativo
apropriado para o trabalho em equipe e nem tampouco
permitiria uma boa
visualização do conjunto das salas do museu.
Figura 1: Exemplo de um visualizador panoramico de
coleções, de Woolner e Howard
(2007).
Dessa forma, surgiu a idéia de confeccionar de uma
maquete física, o que
permitiria à equipe reunir-se ao seu redor e desenv
olver o projeto da nova disposição
das obras de arte de maneira mais interativa e abra
ngente. A maquete física, assim
como a virtual, permitiria a geração de vistas inte
rnas das salas por meio de
fotografias tiradas a partir de uma altura proporci
onal à altura dos olhos de um
visitante. Além disso, o trabalho vinha de encontro
com uma das propostas de
pesquisa do LMM/LAPAC, que consiste justamente em e
studar o papel das maquetes
físicas no processo de projeto colaborativo.
2 O projeto da maquete
O processo de confecção da maquete da Pinacoteca te
ve início com um
cuidadoso planejamento, como em qualquer projeto de
arquitetura ou de design.
Nessa etapa, assim como ao longo de todo o processo
, foi fundamental o papel da
pesquisadora Valéria Piccoli, da Pinacoteca, como i
ntermediadora entre as equipes do
LMM/LAPAC e do museu.
3
A primeira questão que precisou ser definida nessa
etapa foi a escala da maquete.
Nesse momento duas questões antagônicas tiveram de
ser levadas em consideração:
a maquete deveria ser suficientemente grande para p
ermitir a obtenção de fotos com
boa resolução, mas ao mesmo tempo deveria ser sufic
ientemente pequena para
facilitar seu transporte e armazenamento.
A fim de verificar se as fotos obtidas permitiriam
uma boa visualização do espaço
expositivo, foram construídos inicialmente dois moc
kups da sala com maiores
dimensões do segundo andar do edifício. Os mockups
foram produzidos em papelão
ondulado nas escalas 1:25 e 1:50 (Figura 2). Juntam
ente com eles foram produzidas
algumas miniaturas de telas e de esculturas nessas
mesmas escalas.
Figura 2:Os dois mockups em papelão, em escalas 1:5
0 e 1:25.
Para cada mockup foram produzidas quatro miniaturas
de telas, sendo duas delas
de obras de grande formato (aproximadamente 80x100c
m) e duas de obras de
pequeno formato (aproximadamente 20x30cm). As minia
turas foram impressas em
uma impressora a laser colorida com resolução de 60
0dpi e receberam molduras de
papelão ondulado. Foram també m produzidas miniatura
s de duas esculturas, uma
com linhas simples e outra de maior complexidade. A
reprodução da escultura de
maior complexidade, uma figura de Brecheret com alt
ura de aproximadamente 35cm,
foi feita por meio de modelagem geométrica digital
seguida por impressão 3d em pó
cerâmico, em uma impressora Zcorp 310, nas duas esc
alas.
A Figura 3 mostra uma comparação entre as fotografi
as obtidas a partir dos dois
mockups. O experimento demonstrou que a escala míni
ma necessária para a
obtenção de boas imagens do interior das salas, bem
como de boas reproduções das
4
obras de arte, era de 1:25, pois na escala 1:50 as
obras pequenas não poderiam ser
representadas com suficiente grau de detalhe.
Figura 3:Fotografias obtidas a partir dos mockups e
m escalas 1:50 (esquerda) e 1:25
(direita).
Como a maquete de um pavimento inteiro do museu ocu
paria aproximadamente
200x300 cm em escala 1:25, optou-se por confeccioná
-la em módulos separados, que
seriam colocados sobre uma lona com a planta geral
do pavimento impressa (Figura
4).
Figura 4:Dimensões gerais da maquete (esquerda) e s
istema desenvolvido para evitar
problemas de transporte e armazenamento, com caixas
soltas sobre uma base com a planta do
museu impressa (direita).
Além da facilidade de transporte, a maquete precisa
va ser facilmente desmontada
para facilitar a pintura em caso de troca da cor do
piso ou das paredes. Além disso,
para facilitar a fixação das miniaturas das telas n
as paredes, decidiu-se utilizar uma
tinta magnética (Suvinil Magnética) que possivelmen
te necessitará ser retocada em
caso de desmagnetização, em conseqüência de uso int
enso. Por esses motivos foi
5
desenvolvido um sistema de montagem dos módulos sem
o uso de cola, apenas com
perfis de alumínio parafusados. As paredes e piso f
oram cortados em MDF de 6mm,
com aplicações de peças em MDF de 3mm para reproduç
ão das saliências exsitentes
nas paredes (Figura 5). A reprodução dessas saliênc
ias era importante, pois elas
indicam locais em que não é possível pendurar quadr
os nas paredes.
Figura 5:Sistema de montagem das salas em placas de
MDF com perfis de alumínio nos
cantos (esquerda), e aplicação de peças em MDF para
reprodução das saliências das paredes
(direita).
3 Orçamento e cronograma
Após a definição completa do sistema de produção, f
oi feita a quantificação dos
materiais a serem utilizados e o orçamento total da
maquete.
Em seguida, foi realizado um cronograma dividido em
3 etapas, sendo as duas
primeiras referentes à produção das salas e miniatu
ras das telas, e a terceira referente
à produção das miniaturas das esculturas. Os recurs
os para a compra dos materiais
foram fornecidos pela Associação dos Amigos da Pina
coteca. Os recursos referentes
à mão-de-obra, não quantificados no orçamento, fora
m fornecidos pela UNICAMP e
pela FAPESP, por meio de bolsas SAE e de bolsas de
Iniciação Científica. O projeto
foi desenvolvido como um projeto de pesquisa/extens
ão, com o envolvimento de
diversos alunos e pesquisadores da FEC-UNICAMP, CES
ET-UNICAMP, FEQ-
UNICAMP e ainda do CTI Renato Archer.
4 Produção da maquete
A maquete foi produzida no LMM/LAPAC, com o auxílio
de uma aluna do
programa de doutorado da FEC-UNICAMP e bolsista da
FAPESP, Regiane Pupo, e de
6
três bolsistas do Sistema de Apoio ao Estudante (SA
E) da UNICAMP: Ana Emilia
Sant ́Anna, Evelin Botesini e Joyce Carvalho, as dua
s primeiras alunas do curso de
Engenharia Civil da FEC e a última do curso de Tecn
ologia da Construção Civil do
CESET de Limeira. O processo de produção da maquete
teve início com o desenho
das peças a serem cortadas em sistema CAD. Para iss
o foi utilizado o programa
AutoCAD versão 2005 (Figura 6).
Figura 6:Desenho das peças a serem cortadas; cortad
ora a laser ULS X-660.
As peças em MDF foram cortadas em uma cortadora a l
aser modelo ULS X660.
Foi feito um layout com a disposição das peças sobr
e a área de corte da máquina, de
maneira a obter o máximo aproveitamento do MDF. Det
alhes como guarnições de
portas, folhas almofadadas e rodapés foram cortados
e gravados em laminado
melamínico de 0,4mm, e colados sobre o MDF com cola
a base de cianocrilato. Os
bancos do museu foram confeccionados em madeira bal
sa pré-acabada
A montagem das salas foi feita com a ajuda dos func
ionários do LMM. O processo
envolveu o corte e furação dos perfis de alumínio,
a pintura das peças de MDF, a
colagem dos detalhes, como portas, molduras e rodap
és, a colagem das peças
sobrepostas, e a montagem final das caixas (Figura
7).
7
Figura 7:Aplicação de detalhes e montagem das salas
no LMM/LAPAC.
5 Resultados parciais
Em julho de 2008 quatro salas, a base da maquete e
aproximadamente 50
miniaturas de telas em base magnética foram entregu
es à Pinacoteca (Figura Cool. Em
janeiro de 2009 mais dez salas foram entregues, jun
tamente com as minuaturas de
telas restantes. A segunda entrega incluiu uma sala
diferente das demais, o pátio das
esculturas. Para reproduzir a textura de tijolos à
vista das paredes desse pátio,
destinado à exibição de esculturas, foi utilizado o
raio laser com baixa potência sobre
MDF e sobre papel kraft. Essa maquete será equipada
com miniaturas das esculturas
do acervo do museu, que serão produzidas, na etapa
final do trabalho, por um
processo de digitalização e impressão 3D.
Figura 8:Entrega da primeira etapa na Pinacoteca.
6 Discussão
Foi possível observar que mesmo com a utilização de
processos automatizados na
produção desta maquete o desenho continuou tendo um
papel muito importante,
variando desde o croquis até a perspectiva explodid
a e o modelo geométrico digital.
Ao contrário do que se poderia pensar, o uso do com
putador tornou ainda mais
necessária a produção de desenhos complexos e de gr
ande grau de detalhe.
No que se refere à eficiência da maquete como instr
umento de planejamento para
os curadores do museu, foi possível comprovar, por
meio do acompanhamento de
uma reunião da equipe em torno da maquete (Figura 9
), que ela representa uma
contribuição enorme ao processo de re-planejamento
da exposição permanente.
Segundo Ivo Mesquita, curador-chefe do museu, ela p
ossibilita uma apreensão do
conjunto das salas que dificilmente seria alcançada
de outras maneiras.
8
Figura 9: Dois momentos durante uma reunião da equi
pe de curadores com o uso da maquete
desenvolvida.
Agradecimentos
Ao Serviço de Apoio ao Estudante da UNICAMP, pela c
oncessão bas bolsas dos
estagiários, e à FAPESP, pela concessão da bolsa de
doutorado de Regiane e pelo
finaciamento dos equipamentos do LAPAC. Aos funcion
ários da maquetaria da FEC,
Sebastião e Haroldo, pelo apoio técnico.
Referências
WOOLNER, M., & HOWARD, G. Panoramic Collections Vie
wer (PCV).
Proceedings
of the International Cultural Heritage Informatics
Meeting
. Toronto, 2007.
Introdução
A idéia de construir uma maquete para a área de exp
osições permanentes da
Pinacoteca do Estado surgiu a partir de uma solicit
ação da equipe de curadoria do
2
museu. Originalmente havia sido sugerida a realizaç
ão de um modelo geométrico
digital, a partir do qual seriam feitos renderings
com o objetivo de planejamento da
nova disposição da coleção permanente nas salas do
segundo andar. Visando
propiciar uma maior independência aos curadores da
Pinacoteca, a equipe do
LMM/LAPAC, coordenada pela professora Gabriela Cela
ni, pesquisou inicialmente
algumas alternativas com o uso de realidade virtual
, que possibilitariam à equipe da
Pinacoteca posicionar as obras e gerar as imagens d
esejadas por si próprios (Figura
1). Contudo, esse tipo de sistema não resultaria em
um ambiente colaborativo
apropriado para o trabalho em equipe e nem tampouco
permitiria uma boa
visualização do conjunto das salas do museu.
Figura 1: Exemplo de um visualizador panoramico de
coleções, de Woolner e Howard
(2007).
Dessa forma, surgiu a idéia de confeccionar de uma
maquete física, o que
permitiria à equipe reunir-se ao seu redor e desenv
olver o projeto da nova disposição
das obras de arte de maneira mais interativa e abra
ngente. A maquete física, assim
como a virtual, permitiria a geração de vistas inte
rnas das salas por meio de
fotografias tiradas a partir de uma altura proporci
onal à altura dos olhos de um
visitante. Além disso, o trabalho vinha de encontro
com uma das propostas de
pesquisa do LMM/LAPAC, que consiste justamente em e
studar o papel das maquetes
físicas no processo de projeto colaborativo.
2 O projeto da maquete
O processo de confecção da maquete da Pinacoteca te
ve início com um
cuidadoso planejamento, como em qualquer projeto de
arquitetura ou de design.
Nessa etapa, assim como ao longo de todo o processo
, foi fundamental o papel da
pesquisadora Valéria Piccoli, da Pinacoteca, como i
ntermediadora entre as equipes do
LMM/LAPAC e do museu.
3
A primeira questão que precisou ser definida nessa
etapa foi a escala da maquete.
Nesse momento duas questões antagônicas tiveram de
ser levadas em consideração:
a maquete deveria ser suficientemente grande para p
ermitir a obtenção de fotos com
boa resolução, mas ao mesmo tempo deveria ser sufic
ientemente pequena para
facilitar seu transporte e armazenamento.
A fim de verificar se as fotos obtidas permitiriam
uma boa visualização do espaço
expositivo, foram construídos inicialmente dois moc
kups da sala com maiores
dimensões do segundo andar do edifício. Os mockups
foram produzidos em papelão
ondulado nas escalas 1:25 e 1:50 (Figura 2). Juntam
ente com eles foram produzidas
algumas miniaturas de telas e de esculturas nessas
mesmas escalas.
Figura 2:Os dois mockups em papelão, em escalas 1:5
0 e 1:25.
Para cada mockup foram produzidas quatro miniaturas
de telas, sendo duas delas
de obras de grande formato (aproximadamente 80x100c
m) e duas de obras de
pequeno formato (aproximadamente 20x30cm). As minia
turas foram impressas em
uma impressora a laser colorida com resolução de 60
0dpi e receberam molduras de
papelão ondulado. Foram també m produzidas miniatura
s de duas esculturas, uma
com linhas simples e outra de maior complexidade. A
reprodução da escultura de
maior complexidade, uma figura de Brecheret com alt
ura de aproximadamente 35cm,
foi feita por meio de modelagem geométrica digital
seguida por impressão 3d em pó
cerâmico, em uma impressora Zcorp 310, nas duas esc
alas.
A Figura 3 mostra uma comparação entre as fotografi
as obtidas a partir dos dois
mockups. O experimento demonstrou que a escala míni
ma necessária para a
obtenção de boas imagens do interior das salas, bem
como de boas reproduções das
4
obras de arte, era de 1:25, pois na escala 1:50 as
obras pequenas não poderiam ser
representadas com suficiente grau de detalhe.
Figura 3:Fotografias obtidas a partir dos mockups e
m escalas 1:50 (esquerda) e 1:25
(direita).
Como a maquete de um pavimento inteiro do museu ocu
paria aproximadamente
200x300 cm em escala 1:25, optou-se por confeccioná
-la em módulos separados, que
seriam colocados sobre uma lona com a planta geral
do pavimento impressa (Figura
4).
Figura 4:Dimensões gerais da maquete (esquerda) e s
istema desenvolvido para evitar
problemas de transporte e armazenamento, com caixas
soltas sobre uma base com a planta do
museu impressa (direita).
Além da facilidade de transporte, a maquete precisa
va ser facilmente desmontada
para facilitar a pintura em caso de troca da cor do
piso ou das paredes. Além disso,
para facilitar a fixação das miniaturas das telas n
as paredes, decidiu-se utilizar uma
tinta magnética (Suvinil Magnética) que possivelmen
te necessitará ser retocada em
caso de desmagnetização, em conseqüência de uso int
enso. Por esses motivos foi
5
desenvolvido um sistema de montagem dos módulos sem
o uso de cola, apenas com
perfis de alumínio parafusados. As paredes e piso f
oram cortados em MDF de 6mm,
com aplicações de peças em MDF de 3mm para reproduç
ão das saliências exsitentes
nas paredes (Figura 5). A reprodução dessas saliênc
ias era importante, pois elas
indicam locais em que não é possível pendurar quadr
os nas paredes.
Figura 5:Sistema de montagem das salas em placas de
MDF com perfis de alumínio nos
cantos (esquerda), e aplicação de peças em MDF para
reprodução das saliências das paredes
(direita).
3 Orçamento e cronograma
Após a definição completa do sistema de produção, f
oi feita a quantificação dos
materiais a serem utilizados e o orçamento total da
maquete.
Em seguida, foi realizado um cronograma dividido em
3 etapas, sendo as duas
primeiras referentes à produção das salas e miniatu
ras das telas, e a terceira referente
à produção das miniaturas das esculturas. Os recurs
os para a compra dos materiais
foram fornecidos pela Associação dos Amigos da Pina
coteca. Os recursos referentes
à mão-de-obra, não quantificados no orçamento, fora
m fornecidos pela UNICAMP e
pela FAPESP, por meio de bolsas SAE e de bolsas de
Iniciação Científica. O projeto
foi desenvolvido como um projeto de pesquisa/extens
ão, com o envolvimento de
diversos alunos e pesquisadores da FEC-UNICAMP, CES
ET-UNICAMP, FEQ-
UNICAMP e ainda do CTI Renato Archer.
4 Produção da maquete
A maquete foi produzida no LMM/LAPAC, com o auxílio
de uma aluna do
programa de doutorado da FEC-UNICAMP e bolsista da
FAPESP, Regiane Pupo, e de
6
três bolsistas do Sistema de Apoio ao Estudante (SA
E) da UNICAMP: Ana Emilia
Sant ́Anna, Evelin Botesini e Joyce Carvalho, as dua
s primeiras alunas do curso de
Engenharia Civil da FEC e a última do curso de Tecn
ologia da Construção Civil do
CESET de Limeira. O processo de produção da maquete
teve início com o desenho
das peças a serem cortadas em sistema CAD. Para iss
o foi utilizado o programa
AutoCAD versão 2005 (Figura 6).
Figura 6:Desenho das peças a serem cortadas; cortad
ora a laser ULS X-660.
As peças em MDF foram cortadas em uma cortadora a l
aser modelo ULS X660.
Foi feito um layout com a disposição das peças sobr
e a área de corte da máquina, de
maneira a obter o máximo aproveitamento do MDF. Det
alhes como guarnições de
portas, folhas almofadadas e rodapés foram cortados
e gravados em laminado
melamínico de 0,4mm, e colados sobre o MDF com cola
a base de cianocrilato. Os
bancos do museu foram confeccionados em madeira bal
sa pré-acabada
A montagem das salas foi feita com a ajuda dos func
ionários do LMM. O processo
envolveu o corte e furação dos perfis de alumínio,
a pintura das peças de MDF, a
colagem dos detalhes, como portas, molduras e rodap
és, a colagem das peças
sobrepostas, e a montagem final das caixas (Figura
7).
7
Figura 7:Aplicação de detalhes e montagem das salas
no LMM/LAPAC.
5 Resultados parciais
Em julho de 2008 quatro salas, a base da maquete e
aproximadamente 50
miniaturas de telas em base magnética foram entregu
es à Pinacoteca (Figura Cool. Em
janeiro de 2009 mais dez salas foram entregues, jun
tamente com as minuaturas de
telas restantes. A segunda entrega incluiu uma sala
diferente das demais, o pátio das
esculturas. Para reproduzir a textura de tijolos à
vista das paredes desse pátio,
destinado à exibição de esculturas, foi utilizado o
raio laser com baixa potência sobre
MDF e sobre papel kraft. Essa maquete será equipada
com miniaturas das esculturas
do acervo do museu, que serão produzidas, na etapa
final do trabalho, por um
processo de digitalização e impressão 3D.
Figura 8:Entrega da primeira etapa na Pinacoteca.
6 Discussão
Foi possível observar que mesmo com a utilização de
processos automatizados na
produção desta maquete o desenho continuou tendo um
papel muito importante,
variando desde o croquis até a perspectiva explodid
a e o modelo geométrico digital.
Ao contrário do que se poderia pensar, o uso do com
putador tornou ainda mais
necessária a produção de desenhos complexos e de gr
ande grau de detalhe.
No que se refere à eficiência da maquete como instr
umento de planejamento para
os curadores do museu, foi possível comprovar, por
meio do acompanhamento de
uma reunião da equipe em torno da maquete (Figura 9
), que ela representa uma
contribuição enorme ao processo de re-planejamento
da exposição permanente.
Segundo Ivo Mesquita, curador-chefe do museu, ela p
ossibilita uma apreensão do
conjunto das salas que dificilmente seria alcançada
de outras maneiras.
8
Figura 9: Dois momentos durante uma reunião da equi
pe de curadores com o uso da maquete
desenvolvida.
Agradecimentos
Ao Serviço de Apoio ao Estudante da UNICAMP, pela c
oncessão bas bolsas dos
estagiários, e à FAPESP, pela concessão da bolsa de
doutorado de Regiane e pelo
finaciamento dos equipamentos do LAPAC. Aos funcion
ários da maquetaria da FEC,
Sebastião e Haroldo, pelo apoio técnico.
Referências
WOOLNER, M., & HOWARD, G. Panoramic Collections Vie
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