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Franciane -pesquisa

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Franciane -pesquisa

Mensagem por franciane barbosa-14 em Qui Jul 17, 2014 8:04 pm

HISTORIA DA ENGENHARIA

Desde suas mais incipientes manifestações, a engenharia exerceu uma mediação entre o homem e a natureza. Da energia do fogo à energia do átomo, em seu constante relacionamento com a natureza o homem foi aprendendo a desfrutá-la e a modificá-la segundo suas necessidades e conveniências.

O aspecto mecânico e direto desse relacionamento levou à tecnologia; os conhecimentos acumulados ao longo desse relacionamento originaram a ciência; e a aplicação da ciência à natureza, seus materiais e fontes energéticas sistematizou-se na engenharia.


Conceituação:

Contemporaneamente, denomina-se engenharia o conjunto sistemático de conhecimentos e técnicas aplicadas ao projeto, construção e manutenção de estruturas materiais, que podem ser edificações de natureza habitacional ou viária, funcional ou produtiva, máquinas (individualmente ou reunidas em séries e sistemas), instrumentos, veículos ou aparelhos. Dos primórdios da tecnologia até a constituição dos complexos urbanos e industriais modernos, o desenvolvimento da engenharia caminhou paralelamente ao dos meios de produção.

Fundada, assim, no dinamismo da infra-estrutura das sociedades, a engenharia evoluiu em estreita correlação com seus recursos de superestrutura, ao nível estético e artístico - aos quais se vincula por meio da arquitetura - e especialmente ao nível da ciência, de cujas contribuições se tornou a depositária e executora mais prática e imediata. Articulou-se, além disso, com todas as outras componentes superestruturais, servindo à política tanto na paz quanto na guerra, assim como aos mitos e religiões de cada povo e civilização, no traçado e no cálculo dos templos, na matemática dos espaços e meios materiais da transcendência.

Pode-se afirmar, pois, que a função da engenharia é atuar como principal mediadora entre a infra e a superestrutura da organização econômica e social. A partir de um estudo da maneira pela qual a engenharia - ou as atividades e técnicas que a precederam - foi progressivamente recebendo o influxo dos fatores econômicos (recursos naturais, trabalho, capital), estabelecendo-se a partir de condições concretas e especializando-se em ramos conectados com os setores da economia (agricultura, indústria, serviços), é possível fazer um levantamento histórico das tendências e transformações que definiram, em diferentes épocas, a estrutura organizacional das sociedades humanas.


Ramos da engenharia:

A engenharia devide-se, na prática, em diversas especialidades, ou modalidades. Entretanto, todas as tentativas de enumerar as muitas especializações da engenharia contemporânea são sempre provisórias, pois, mesmo enquanto se faz o levantamento, uma nova especialidade pode ter surgido. Todas as modalidades têm em comum a aplicação dos conhecimentos científicos quantificáveis a respeito de fenômenos naturais, sobre os quais se podem aplicar, com maior ou menor complexidade, os recursos das técnicas matemáticas.

Em função dos processos históricos em que se foi concebendo e praticando, a engenharia distinguiu-se, quanto ao uso, entre civil e militar. A engenharia militar foi a primeira a sistematizar a atividade e a adotar o nome - ligado a engenho, na acepção de máquina de guerra. A engenharia civil pode ser definida como a que projeta e realiza estruturas estáticas permanentes, o que a diferencia de outros ramos afins, como a engenharia mecânica, que trata de máquinas móveis, ou a elétrica, que utiliza as propriedades geradas pelo deslocamento de elétrons nos materiais.

As áreas do conhecimento pertinentes a ambos os ramos da engenharia - militar e civil - são geralmente muito semelhantes. Por exemplo, o desenvolvimento dos explosivos, vinculado inicialmente ao campo militar, revolucionou a engenharia civil e abriu um vasto leque de possibilidades na área das obras de grande porte, facilitando a desagregação e remoção de rochas, por meio de explosões controladas. Da mesma forma a tecnologia nuclear pode ter um duplo propósito, pois o reator onde são fabricadas armas nucleares também serve para a produção pacífica de energia elétrica.

Uma das características que diferencia a engenharia de outras disciplinas científicas ou técnicas é seu sentido econômico. Nos projetos de engenharia os recursos devem ser empregados na medida exata para que a função concebida seja realizada. Isto não significa, no entanto, que devam ser impostas limitações quanto a futuras expansões sobre um projeto original. O princípio básico, nesse contexto, é o projeto, que apesar de ser específico de determinado ramo, se beneficia de conhecimentos de outras especialidades técnicas e científicas.


Atividades precursoras

As atividades em que se esboça um conteúdo entre intuitivo e empírico do que mais tarde se chamará engenharia aparecem no final do período neolítico, levadas a efeito por sociedades que se foram tornando estáveis na razão direta de sua fixação à terra, por meio de uma economia crescentemente voltada para a agricultura e o comércio com outros povos. Ao contrário, portanto, das fases em que se via impelido ao nomadismo, ao sabor dos pastos e dos rebanhos, o homem substituiu as moradas frágeis e transitórias - tendas, cabanas - por habitações construídas com materiais resistentes e destinadas à maior permanência possível.

Esse comportamento deu origem a aglomerações humanas politicamente formalizadas, as cidades e impérios da antiguidade. Também marcou a transição entre a pré-história e a história da Europa, assim como em outras épocas e regiões em que o homem parou, se organizou, cravou alicerces, traçou suas ruas e caminhos regulares entre dois ou mais aglomerados. Nesse panorama sociocultural ganharam forma as atividades precursoras da engenharia, coincidindo com as primeiras modalidades da existência urbana e atendendo a necessidades objetivas de caráter econômico, social, político e geográfico.

Em todas essas manifestações pioneiras de uma engenharia pré-científica deve-se supor uma aplicação - ainda que mínima - de princípios e cálculos elementares, sendo exagero e impropriedade arrolarem-se nesse plano o uso do fogo em comunidades primitivas, as pontes feitas de troncos de árvore estendidos sobre pequenos rios e outros meios semelhantes. Atividades afins à engenharia subtendem certo grau de desenvolvimento das instituições sociais e de sistematização dos conhecimentos. Só se definem com justeza, pois, a partir da existência dos primeiros estados.

Na antiguidade

Desde cerca de 4000 a.C., se delineiam, tanto no Egito como na Mesopotâmia, condições material e intelectualmente propícias ao exercício de atividades de engenharia agrícola e arquitetônica. Tais requisitos se consolidam entre 3500 e 2500 a.C., quando nas duas regiões se observa um apreciável progresso das matemáticas. Os egípcios do período anterior à IV dinastia estabeleceram os fundamentos da aritmética e da geometria: criaram o sistema decimal, calcularam a área do círculo (como a dos retângulos, triângulos e hexágonos), o volume da pirâmide, do cilindro e do hemisfério. Os sumérios, por sua vez, multiplicavam, dividiam, extraíam as raízes quadrada e cúbica, além de terem padronizado um sistema de pesos e medidas.

Seria, pois, descabido subestimar, na arquitetura descomunal das pirâmides, a prática de cálculos e projetos rigorosos, sem a qual pouca valia teriam a farta mão-de-obra (no caso da obra de Quéops, segundo Heródoto, cerca de cem mil homens em vinte anos) e os recursos tecnológicos existentes, que compreendiam a adoção de imensos planos inclinados e indiscutível perícia no uso de cunhas, brocas e alavancas. Consideração análoga deve ser feita a propósito dos templos sumérios com suas torres de diversos andares, erigidos quase sempre com tijolos secos ao sol, ou das tumbas reais e residências de Ur, onde se revelaram as invenções mais importantes da arquitetura suméria, sinal de seu adiantamento técnico: o arco, a abóbada, a cúpula e a coluna.

Os egípcios são responsáveis pelos primeiros empreendimentos no campo da engenharia agrícola. Com base no perfeito calendário solar de que dispunham, desenvolveram excelentes técnicas de irrigação e de aproveitamento racional do regime do rio Nilo, cujas águas desviaram com diques. No Médio Império, perfuraram a primeira versão do canal de Suez. A partir de 1800 a.C., os amorritas ou antigos babilônios dominaram a cultura mesopotâmica e demonstraram em seus edifícios a mestria de sua arquitetura. Nos séculos seguintes, suas realizações não são menos impressionantes e envolvem preocupação com o planejamento e o traçado prévio também de cidades, como é o caso de Nippur, de esquadrejamento geométrico. Em seu combate organizado aos animais patogênicos, os egípcios se aproximaram dos rudimentos de uma engenharia sanitária. Nessa área, a civilização egéia do período minóico (1450-1400 a.C.) atingiu as raias do prodígio: o principal palácio de Cnosso dispunha de instalações de água encanada e outras comodidades dessa ordem. Ainda nesse período, os cretenses se destacam como os primeiros construtores de estradas pavimentadas, com até 3,5m de largura.

Algumas das maiores proezas de antecipação da engenharia na antiguidade se apresentaram no decorrer do último milênio antes da era cristã, efetuadas por diversos povos que, na maior parte, herdaram direta ou indiretamente as conquistas da ciência e da tecnologia egípcias, sumérias, acadianas. Os caldeus e babilônios do século VI a.C. levaram bem mais longe os conhecimentos egípcios em engenharia hidráulica, pois construíram muitos canais de irrigação, represas e aquedutos cujas ruínas surpreenderam os historiadores modernos. Mais ainda fizeram os assírios que, sob Senaquerib, canalizaram para Nínive as águas das montanhas, valendo-se de uma ponte de 280m de comprimento, dois de largura e nove de altura. Guerreiros implacáveis, criaram também as primeiras obras de engenharia militar de que se tem notícia. Suas fortificações, especialmente em Assur, estendiam-se por quilômetros ao longo do rio Tigre, garantidas por torres e muros externos e internos. Os persas introduziram o uso das vigas de madeira (cedro, no caso) em telhados e foram dos primeiros a construírem estradas dignas desse nome, durante o período aquemênida, sob Dario I.

No século IV a.C., filósofos como Tales de Mileto e Pitágoras deram vigoroso impulso às matemáticas e, no século seguinte, a arquitetura atingiu seu apogeu na Acrópole de Atenas. Outras obras que atestam o adiantamento das atividades de engenharia na Grécia antiga são a construção do porto do Pireu, em Atenas, e, no século IV a.C., do estádio de Delfos e dos teatros de Epidauro e de Dioniso, este último com lugares para 17.000 espectadores. Nessa época, a abóbada e a cúpula são empregadas constantemente. No Império Romano, os trabalhos de engenharia hidráulica, arquitetônica e sanitária alcançaram nível notável. A cidade de Roma dispunha de esgotos aparentemente projetados para durar milênios, com pedras de mais de três toneladas. Ainda mais expressivos, no entanto, são os aquedutos, o primeiro dos quais, o Aqua Appia, foi edificado em 312 a.C., com mais de 11km de extensão. Os romanos conheciam o uso dos sifões e do tubo de alta pressão, garantindo assim o deslocamento das águas até a cidade. Poucas metrópoles modernas chegariam a ter a fartura de água da Roma antiga, que contava com amplos reservatórios e uma rede de canos eficiente, dotada de válvulas de segurança.

O Império Romano também demonstrou habilidade na construção de suas estradas, por algumas das quais ainda se pode trafegar. A maior obra arquitetônica e de engenharia de Roma foi o Coliseu, inaugurado em 80 a.C. Era o maior anfiteatro de Roma, com capacidade para cinqüenta mil espectadores.

Os gregos da fase helenística, de Alexandre o Grande, foram os precursores da engenharia de guerra. Produziam engenhos mecânicos destinados ao arremesso de projéteis ou ao arrombamento de muralhas. Produziam armas como a catapulta, o escorpião ou besta fixa - munida de grandes manivelas para puxar a seta na corda retesada do arco - e vários tipos de aríete. A engenharia militar dos romanos se voltou para o terreno das fortalezas, para conter a ameaça dos bárbaros. Estenderam sua cadeia de terraplenos, fossos, fortins e postos avançados ao longo do Reno e do Danúbio, dando origem a cidades como Strasbourg, Mainz, Colônia e Viena.

Idade Média

No final do século V, a civilização romana do Ocidente estava desbaratada e os povos que dominaram a Europa ocidental não apresentavam, em suas culturas ou em seu modo de produção, características que favorecessem o progresso nas práticas de engenharia ou na expressão arquitetônica. A alta Idade Média se desenrolou com poucas manifestações representativas e se limitou à construção de mosteiros, castelos e fortificações que, na maioria, não traziam inovação às técnicas já anteriormente dominadas. O panorama não se modificou durante o império de Carlos Magno e patenteou-se ainda mais no período de consolidação do feudalismo.

Somente a partir de meados do século X, quando acabou o bloqueio muçulmano do Mediterrâneo e se restabeleceu o comércio do Ocidente, a vida urbana ressurgiu, com muitas modificações no sentido econômico. Como decorrência, tornou-se necessário incrementar a produção agrícola e promover os meios adequados à circulação de riqueza. Em Flandres (século XI), são tarefas ao mesmo tempo de engenharia agrícola e sanitária os diques construídos em torno das terras de aluvião, que exigiam manutenção e controle do desaguamento. Surgem na mesma época, em diversas regiões da Europa, iniciativas com o fim de reparar as estradas existentes e abrir novos caminhos, passagens e pontes. Peregrinos anônimos criaram, nessa fase, as primeiras pontes pênseis, sobre os Alpes, contribuindo para a ligação dos reinos italianos com o norte da Europa. Pontes maiores e mais dispendiosas foram edificadas, principalmente nas cidades, com o financiamento dos burgueses. São exemplos significativos as pontes de Londres, no Tâmisa; de Rouen e de Paris, no Sena; de Liège, de Namur, Maastricht etc., no Mosela; de Avignon, no Ródano.

Na arte gótica, que apareceu na segunda metade do século XII, as soluções de engenharia tiveram um progresso admirável, que correspondia às transformações processadas na Europa ocidental desde fins do século X. Os construtores passaram a calcular a estabilidade menos em função da massa do que da forma. Tornaram os arcos mais leves, aliviaram as pressões laterais sobre as pilastras, distribuíram o peso dos arcos sobre as colunas internas, que se tornaram mais altas e delgadas. A alvenaria alcançou, assim, no gótico, os limites extremos de suas possibilidades estruturais.

O desenvolvimento do comércio, no fim da Idade Média, não se fez acompanhar de uma suficiente melhoria das estradas e dos meios de transporte. O comércio, então, buscou saída pelos rios e pelos mares, a navegação se expandiu e, como uma de suas conseqüências, retomaram-se as atividades de engenharia portuária e construção de canais. No século XIII, a planície flamenga era toda recortada por canais providos de comportas para controle da altura das águas.

Árabes. A civilização sarracena não precisou de muitas pontes e estradas para penetrar na Europa na baixa Idade Média e marcar com a poderosa influência de sua cultura o destino dos conhecimentos, das artes e das técnicas. Entre os séculos VII e XI, afirmou-se como a mais desenvolvida de seu tempo no preparo dos que se ocupam das atividades de engenharia. Seus fundamentos econômicos, somados a seu saber científico, propiciaram grandes realizações.

Os árabes se anteciparam de quatro a cinco séculos às características iniciais do sistema capitalista de produção. Difusores da numeração universalmente adotada com o nome de arábica e pioneiros da álgebra e da trigonometria, elevaram o conhecimento a um nível bem além do atingido pelos gregos do período helenístico. Admiráveis no que interessa à engenharia, nos frutos arquitetônicos desse processo, na funcionalidade de suas escolas e hospitais, os árabes foram ainda os verdadeiros precursores das engenharias química, biomédica e industrial modernas. Basta mencionar o excelente aço de Damasco, a larga produção de medicamentos ou os caprichosos objetos de vidro. Consideração à parte merecem ainda suas técnicas agronômicas. Os árabes restabeleceram e aperfeiçoaram os sistemas de irrigação do Egito e da Mesopotâmia. Na Espanha, deram provas de seu amplo domínio da natureza para fins agrícolas, ao aterrarem declives de montanhas para o cultivo da videira.

Império bizantino. Na convergência das culturas greco-romana e oriental, Bizâncio ofereceu condições para importantes obras de engenharia, algumas das quais famosas por sua originalidade arquitetônica. O império bizantino empreendeu trabalhos de engenharia militar que estão entre os mais ambiciosos da Idade Média e cidades fortificadas com linhas de defesa interligadas por meio de fortins intermediários.

Renascimento. A época não se destaca propriamente pelas grandes construções materiais, mas pelo extraordinário alargamento dos horizontes culturais e científicos. No Renascimento a engenharia ganhou seu caráter sistemático e sua base científica.

À frente dessa nova perspectiva está o trabalho de Leonardo da Vinci, que, em meio a outras atividades, exerceu a de engenheiro civil e militar. Seu método de pesquisa deve ser encarado como o marco inicial da engenharia científica. Leonardo foi também o pioneiro da análise estrutural, em sua tentativa de utilizar noções elementares da estática para a avaliação das forças e reações internas de um vigamento. Outro gênio precursor da engenharia moderna foi Galileu Galilei, que estudou a resistência dos materiais e a flexão das vigas.

No século XVII os impulsos de desenvolvimento da matemática e da física ampliaram cada vez mais a base dos conhecimentos de que a engenharia propriamente dita vai se utilizar. Entre os muitos marcos dessa época estão a obra de Bonaventura Cavalieri nos campos da geometria e da trigonometria; a criação da geometria analítica por Descartes (1637) e da máquina de calcular (1642) por Pascal; a lei de Robert Hooke (1653-1703) sobre a elasticidade dos corpos; a descoberta do cálculo das probabilidades por Pascal e Pierre de Fermat (1601-1665); do cálculo diferencial, integral e infinitesimal, por Newton e Leibniz.

Outros predecessores. Nos quase seis mil anos que vão da formação dos primeiros impérios da antiguidade até o fim do Renascimento europeu, vários outros povos e civilizações realizaram importantes obras de engenharia pré-científica. Destaca-se a experiência hindu, a partir do século II a.C., e especialmente depois do século XI, assim como a chinesa do século III a.C., quando se construiu excelente sistema de irrigação e se iniciou a grande muralha, que chegou a ter 2.400km de extensão. Há ainda as realizações dos impérios da América pré-colombiana. Os incas, particularmente, de 500 a 1000 de nossa era, construíram enormes edificações, estradas, pontes, terraços para fins agrícolas, assim como os maias, entre 300 e 900 da era cristã, e os astecas, nos séculos XIV e XV. Renascimento

A época não se destaca propriamente pelas grandes construções materiais, mas pelo extraordinário alargamento dos horizontes culturais e científicos. No Renascimento a engenharia ganhou seu caráter sistemático e sua base científica. À frente dessa nova perspectiva está o trabalho de Leonardo da Vinci, que, em meio a outras atividades, exerceu a de engenheiro civil e militar. Seu método de pesquisa deve ser encarado como o marco inicial da engenharia científica. engenharia Leonardo foi também o pioneiro da análise estrutural, em sua tentativa de utilizar noções elementares da estática para a avaliação das forças e reações internas de um vigamento. Outro gênio precursor da engenharia moderna foi Galileu Galilei, que estudou a resistência dos materiais e a flexão das vigas. No século XVII os impulsos de desenvolvimento da matemática e da física ampliaram cada vez mais a base dos conhecimentos de que a engenharia propriamente dita vai se utilizar. Entre os muitos marcos dessa época estão a obra de Bonaventura Cavalieri nos campos da geometria e da trigonometria; a criação da geometria analítica por Descartes (1637) e da máquina de calcular (1642) por Pascal; a lei de Robert Hooke (1653-1703) sobre a elasticidade dos corpos; a descoberta do cálculo das probabilidades por Pascal e Pierre de Fermat (1601-1665); do cálculo diferencial, integral e infinitesimal, por Newton e Leibniz. Outros predecessores. Nos quase seis mil anos que vão da formação dos primeiros impérios da antiguidade até o fim do Renascimento europeu, vários outros povos e civilizações realizaram importantes obras de engenharia pré-científica. Destaca-se a experiência hindu, a partir do século II a.C., e especialmente depois do século XI, assim como a chinesa do século III a.C., quando se construiu excelente sistema de irrigação e se iniciou a grande muralha, que chegou a ter 2.400km de extensão. Há ainda as realizações dos impérios da América pré-colombiana. Os incas, particularmente, de 500 a 1000 de nossa era, construíram enormes edificações, estradas, pontes, terraços para fins agrícolas, assim como os maias, entre 300 e 900 da era cristã, e os astecas, nos séculos XIV e XV. Em 1747, a moderna engenharia foi reconhecida pela primeira vez ao ser fundada na França a École Nacionale de Ponts et Chaussées. Nessa escola foram compilados e difundidos os conhecimentos da época sobre técnicas de construção e analisados os avanços decisivos da tecnologia de materiais, que na transição dos séculos XVIII e XIX, foram a raiz da revolução industrial. Destacam-se contribuições tais como a máquina a vapor do engenheiro escocês James Watt, as radicais modificações na produção têxtil devidas à mecanização da indústria e as primeiras experiências sobre eletricidade.

Na mediação promovida pela engenharia entre a super e a infra-estrutura de uma sociedade, o traço de união objetivo é a matéria-prima incorporada no fluxo produtivo. Os materiais da engenharia estão sempre ligados aos progressos de sua utilização. Sob esse aspecto, a introdução do ferro e do carvão marca o início da revolução industrial.

A partir de 1860 aproximadamente, tem início o período conhecido como segunda revolução industrial, quando se torna possível a expansão e o barateamento da produção de aço. Outro fator determinante dos progressos nessa etapa foi o petróleo, ao lado dos metais leves. A engenharia das construções dinâmicas (a das máquinas e veículos) passou a atuar tanto quanto a das construções estáticas. Surgiram, então, algumas especializações: engenharia mecânica, química, de mineração, de pontes e estradas.

Durante o século XIX e nas primeiras décadas do XX a engenharia já contava com grandes personalidades, como os franceses Ferdinand de Lesseps, inspirador e projetista do canal de Suez, e Alexandre-Gustave Eiffel, criador da torre parisiense que tem seu nome, e o americano George Washington Goethals, construtor do canal do Panamá. No princípio do século XX, a eletricidade, os veículos automotores e o rádio proporcionam mudanças ainda maiores no quadro tecnológico e econômico, trazendo novas especializações: engenharia eletrotécnica, metalúrgica, naval. Como conseqüência da urbanização e do crescimento populacional, surgem as engenharias agronômica (para abastecimento das cidades) e hidráulica.

Outro material que introduziu grandes mudanças foi o cimento portland, patenteado em 1824 na Inglaterra, utilizado para fazer a massa de concreto. As qualidades do concreto e do ferro foram reunidas no concreto armado, que apareceu no fim do século XIX e se consagrou, ao longo do século XX, como um dos materiais indispensáveis a todas as obras de engenharia. No final do século XX, os sucessivos e constantes avanços da pesquisa científica e a tendência à máxima racionalização das obras de engenharia determinavam um grau de complexidade das obras impensável para os que se ocupavam desse campo de atividade em meados do século. Como conseqüência, cresceu a diferenciação de disciplinas e apareceram diversos ramos ou especialidades, como as engenharias mecânica, química, elétrica, de telecomunicações, de minas, aeronáutica, de construção naval, de estradas, canais e portos etc. Novos campos do conhecimento, além disso, têm sido incorporados à engenharia, como a pesquisa nuclear e a genética.

Ensino. Nos séculos XIX e XX, no ritmo do desenvolvimento industrial, o ensino da engenharia se difundiu em rápida progressão, quer incorporado a grandes universidades já existentes, quer se exercendo em novas instituições autônomas, chamadas institutos (ou escolas) politécnicos. De modo geral, a programação das cadeiras, até meados do século XX, organizava-se em duas etapas. Na primeira, todo o corpo discente se dedicava às mesmas disciplinas: matemática (cálculo diferencial e integral, geometria analítica e descritiva), mecânica, resistência dos materiais e desenho técnico. Na segunda, os alunos se repartiam conforme a especialização pretendida e o futuro exercício profissional. Encaminhavam-se para a engenharia de pontes e estradas, para a engenharia química ou para a da construção e manutenção de máquinas.

Guardadas as diferenças de país para país e entre graus de industrialização, da segunda guerra mundial em diante essa organização do ensino da engenharia passou por sucessivas reformulações, enquanto se transformava a estrutura econômica, a tecnologia e a ciência. A antiga segunda etapa do curso aumentou e subdividiu-se, ao mesmo tempo em que as especializações passaram a ser feitas na prática, na forma de estágios em unidades de produção ou prestação de serviços, em contato com os empresários ou diretores de empresas estatais e com o material específico da área escolhida.

Atualidade. A partir do início do século XX, o mundo civilizado passou por algumas das maiores mudanças qualitativas de sua história. A profusão de descobertas e progressos, de guerras e revoluções, acontecimentos e fenômenos alteraram radicalmente o panorama tecno-econômico, político-social e científico-cultural das maiores nações da Terra e, em conseqüência, dos países que, de um modo ou de outro, se vinculavam àqueles centros hegemônicos.

De década para década, seja mobilizada pela expansão imobiliária ou pela demanda de escoadouros (estradas, pontes, viadutos, túneis) para a crescente produção de automóveis, seja pelos complexos energéticos, represas, refinarias, estaleiros e conjuntos habitacionais que se erguem, a engenharia mais e mais se modernizou e se desdobrou. O engenheiro passou a assumir maiores encargos e maiores riscos.

Nesse contexto, engenharia e produção se tornaram cada vez mais ligadas. O sinais e rigores dessa intimidade se apresentam desde a mais simples operação econômica até os mais altos patamares do controle social e do poder político, na tecnocracia e na sociedade de massa. Mediador nas estruturas sociais contemporâneas, projetista, construtor, planejador, o engenheiro corporifica um dos desafios cruciais da humanidade em sua história presente: o de promover o bem-estar das massas, sem o sacrifício da consciência e liberdade individual do ser humano.

Engenharia moderna

Em 1747, a moderna engenharia foi reconhecida pela primeira vez ao ser fundada na França a École Nacionale de Ponts et Chaussées. Nessa escola foram compilados e difundidos os conhecimentos da época sobre técnicas de construção e analisados os avanços decisivos da tecnologia de materiais, que na transição dos séculos XVIII e XIX, foram a raiz da revolução industrial. Destacam-se contribuições tais como a máquina a vapor do engenheiro escocês James Watt, as radicais modificações na produção têxtil devidas à mecanização da indústria e as primeiras experiências sobre eletricidade.

Na mediação promovida pela engenharia entre a super e a infra-estrutura de uma sociedade, o traço de união objetivo é a matéria-prima incorporada no fluxo produtivo. Os materiais da engenharia estão sempre ligados aos progressos de sua utilização. Sob esse aspecto, a introdução do ferro e do carvão marca o início da revolução industrial. A partir de 1860 aproximadamente, tem início o período conhecido como segunda revolução industrial, quando se torna possível a expansão e o barateamento da produção de aço. Outro fator determinante dos progressos nessa etapa foi o petróleo, ao lado dos metais leves. A engenharia das construções dinâmicas (a das máquinas e veículos) passou a atuar tanto quanto a das construções estáticas. Surgiram, então, algumas especializações: engenharia mecânica, química, de mineração, de pontes e estradas.

Durante o século XIX e nas primeiras décadas do XX a engenharia já contava com grandes personalidades, como os franceses Ferdinand de Lesseps, inspirador e projetista do canal de Suez, e Alexandre-Gustave Eiffel, criador da torre parisiense que tem seu nome, e o americano George Washington Goethals, construtor do canal do Panamá. No princípio do século XX, a eletricidade, os veículos automotores e o rádio proporcionam mudanças ainda maiores no quadro tecnológico e econômico, trazendo novas especializações: engenharia eletrotécnica, metalúrgica, naval. Como conseqüência da urbanização e do crescimento populacional, surgem as engenharias agronômica (para abastecimento das cidades) e hidráulica.

Outro material que introduziu grandes mudanças foi o cimento portland, patenteado em 1824 na Inglaterra, utilizado para fazer a massa de concreto. As qualidades do concreto e do ferro foram reunidas no concreto armado, que apareceu no fim do século XIX e se consagrou, ao longo do século XX, como um dos materiais indispensáveis a todas as obras de engenharia. No final do século XX, os sucessivos e constantes avanços da pesquisa científica e a tendência à máxima racionalização das obras de engenharia determinavam um grau de complexidade das obras impensável para os que se ocupavam desse campo de atividade em meados do século. Como conseqüência, cresceu a diferenciação de disciplinas e apareceram diversos ramos ou especialidades, como as engenharias mecânica, química, elétrica, de telecomunicações, de minas, aeronáutica, de construção naval, de estradas, canais e portos etc. Novos campos do conhecimento, além disso, têm sido incorporados à engenharia, como a pesquisa nuclear e a genética.

Ensino

Nos séculos XIX e XX, no ritmo do desenvolvimento industrial, o ensino da engenharia se difundiu em rápida progressão, quer incorporado a grandes universidades já existentes, quer se exercendo em novas instituições autônomas, chamadas institutos (ou escolas) politécnicos.

De modo geral, a programação das cadeiras, até meados do século XX, organizava-se em duas etapas. Na primeira, todo o corpo discente se dedicava às mesmas disciplinas: matemática (cálculo diferencial e integral, geometria analítica e descritiva), mecânica, resistência dos materiais e desenho técnico. Na segunda, os alunos se repartiam conforme a especialização pretendida e o futuro exercício profissional. Encaminhavam-se para a engenharia de pontes e estradas, para a engenharia química ou para a da construção e manutenção de máquinas. Guardadas as diferenças de país para país e entre graus de industrialização, da segunda guerra mundial em diante essa organização do ensino da engenharia passou por sucessivas reformulações, enquanto se transformava a estrutura econômica, a tecnologia e a ciência. A antiga segunda etapa do curso aumentou e subdividiu-se, ao mesmo tempo em que as especializações passaram a ser feitas na prática, na forma de estágios em unidades de produção ou prestação de serviços, em contato com os empresários ou diretores de empresas estatais e com o material específico da área escolhida.

Atualidade

A partir do início do século XX, o mundo civilizado passou por algumas das maiores mudanças qualitativas de sua história. A profusão de descobertas e progressos, de guerras e revoluções, acontecimentos e fenômenos alteraram radicalmente o panorama tecno-econômico, político-social e científico-cultural das maiores nações da Terra e, em conseqüência, dos países que, de um modo ou de outro, se vinculavam àqueles centros hegemônicos.

De década para década, seja mobilizada pela expansão imobiliária ou pela demanda de escoadouros (estradas, pontes, viadutos, túneis) para a crescente produção de automóveis, seja pelos complexos energéticos, represas, refinarias, estaleiros e conjuntos habitacionais que se erguem, a engenharia mais e mais se modernizou e se desdobrou. O engenheiro passou a assumir maiores encargos e maiores riscos.

Nesse contexto, engenharia e produção se tornaram cada vez mais ligadas. O sinais e rigores dessa intimidade se apresentam desde a mais simples operação econômica até os mais altos patamares do controle social e do poder político, na tecnocracia e na sociedade de massa. Mediador nas estruturas sociais contemporâneas, projetista, construtor, planejador, o engenheiro corporifica um dos desafios cruciais da humanidade em sua história presente: o de promover o bem-estar das massas, sem o sacrifício da consciência e liberdade individual do ser humano.

Fonte: ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda

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Re: Franciane -pesquisa

Mensagem por franciane barbosa-14 em Qui Jul 17, 2014 8:05 pm


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Re: Franciane -pesquisa

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Re: Franciane -pesquisa

Mensagem por franciane barbosa-14 em Qui Jul 17, 2014 8:24 pm


HISTORIA DA ENGENHARIA

Desde suas mais incipientes manifestações, a engenharia exerceu uma mediação entre o homem e a natureza. Da energia do fogo à energia do átomo, em seu constante relacionamento com a natureza o homem foi aprendendo a desfrutá-la e a modificá-la segundo suas necessidades e conveniências.

O aspecto mecânico e direto desse relacionamento levou à tecnologia; os conhecimentos acumulados ao longo desse relacionamento originaram a ciência; e a aplicação da ciência à natureza, seus materiais e fontes energéticas sistematizou-se na engenharia.


Conceituação:

Contemporaneamente, denomina-se engenharia o conjunto sistemático de conhecimentos e técnicas aplicadas ao projeto, construção e manutenção de estruturas materiais, que podem ser edificações de natureza habitacional ou viária, funcional ou produtiva, máquinas (individualmente ou reunidas em séries e sistemas), instrumentos, veículos ou aparelhos. Dos primórdios da tecnologia até a constituição dos complexos urbanos e industriais modernos, o desenvolvimento da engenharia caminhou paralelamente ao dos meios de produção.

Fundada, assim, no dinamismo da infra-estrutura das sociedades, a engenharia evoluiu em estreita correlação com seus recursos de superestrutura, ao nível estético e artístico - aos quais se vincula por meio da arquitetura - e especialmente ao nível da ciência, de cujas contribuições se tornou a depositária e executora mais prática e imediata. Articulou-se, além disso, com todas as outras componentes superestruturais, servindo à política tanto na paz quanto na guerra, assim como aos mitos e religiões de cada povo e civilização, no traçado e no cálculo dos templos, na matemática dos espaços e meios materiais da transcendência.

Pode-se afirmar, pois, que a função da engenharia é atuar como principal mediadora entre a infra e a superestrutura da organização econômica e social. A partir de um estudo da maneira pela qual a engenharia - ou as atividades e técnicas que a precederam - foi progressivamente recebendo o influxo dos fatores econômicos (recursos naturais, trabalho, capital), estabelecendo-se a partir de condições concretas e especializando-se em ramos conectados com os setores da economia (agricultura, indústria, serviços), é possível fazer um levantamento histórico das tendências e transformações que definiram, em diferentes épocas, a estrutura organizacional das sociedades humanas.


Ramos da engenharia:

A engenharia devide-se, na prática, em diversas especialidades, ou modalidades. Entretanto, todas as tentativas de enumerar as muitas especializações da engenharia contemporânea são sempre provisórias, pois, mesmo enquanto se faz o levantamento, uma nova especialidade pode ter surgido. Todas as modalidades têm em comum a aplicação dos conhecimentos científicos quantificáveis a respeito de fenômenos naturais, sobre os quais se podem aplicar, com maior ou menor complexidade, os recursos das técnicas matemáticas.

Em função dos processos históricos em que se foi concebendo e praticando, a engenharia distinguiu-se, quanto ao uso, entre civil e militar. A engenharia militar foi a primeira a sistematizar a atividade e a adotar o nome - ligado a engenho, na acepção de máquina de guerra. A engenharia civil pode ser definida como a que projeta e realiza estruturas estáticas permanentes, o que a diferencia de outros ramos afins, como a engenharia mecânica, que trata de máquinas móveis, ou a elétrica, que utiliza as propriedades geradas pelo deslocamento de elétrons nos materiais.

As áreas do conhecimento pertinentes a ambos os ramos da engenharia - militar e civil - são geralmente muito semelhantes. Por exemplo, o desenvolvimento dos explosivos, vinculado inicialmente ao campo militar, revolucionou a engenharia civil e abriu um vasto leque de possibilidades na área das obras de grande porte, facilitando a desagregação e remoção de rochas, por meio de explosões controladas. Da mesma forma a tecnologia nuclear pode ter um duplo propósito, pois o reator onde são fabricadas armas nucleares também serve para a produção pacífica de energia elétrica.

Uma das características que diferencia a engenharia de outras disciplinas científicas ou técnicas é seu sentido econômico. Nos projetos de engenharia os recursos devem ser empregados na medida exata para que a função concebida seja realizada. Isto não significa, no entanto, que devam ser impostas limitações quanto a futuras expansões sobre um projeto original. O princípio básico, nesse contexto, é o projeto, que apesar de ser específico de determinado ramo, se beneficia de conhecimentos de outras especialidades técnicas e científicas.


Atividades precursoras

As atividades em que se esboça um conteúdo entre intuitivo e empírico do que mais tarde se chamará engenharia aparecem no final do período neolítico, levadas a efeito por sociedades que se foram tornando estáveis na razão direta de sua fixação à terra, por meio de uma economia crescentemente voltada para a agricultura e o comércio com outros povos. Ao contrário, portanto, das fases em que se via impelido ao nomadismo, ao sabor dos pastos e dos rebanhos, o homem substituiu as moradas frágeis e transitórias - tendas, cabanas - por habitações construídas com materiais resistentes e destinadas à maior permanência possível.

Esse comportamento deu origem a aglomerações humanas politicamente formalizadas, as cidades e impérios da antiguidade. Também marcou a transição entre a pré-história e a história da Europa, assim como em outras épocas e regiões em que o homem parou, se organizou, cravou alicerces, traçou suas ruas e caminhos regulares entre dois ou mais aglomerados. Nesse panorama sociocultural ganharam forma as atividades precursoras da engenharia, coincidindo com as primeiras modalidades da existência urbana e atendendo a necessidades objetivas de caráter econômico, social, político e geográfico.

Em todas essas manifestações pioneiras de uma engenharia pré-científica deve-se supor uma aplicação - ainda que mínima - de princípios e cálculos elementares, sendo exagero e impropriedade arrolarem-se nesse plano o uso do fogo em comunidades primitivas, as pontes feitas de troncos de árvore estendidos sobre pequenos rios e outros meios semelhantes. Atividades afins à engenharia subtendem certo grau de desenvolvimento das instituições sociais e de sistematização dos conhecimentos. Só se definem com justeza, pois, a partir da existência dos primeiros estados.

Na antiguidade

Desde cerca de 4000 a.C., se delineiam, tanto no Egito como na Mesopotâmia, condições material e intelectualmente propícias ao exercício de atividades de engenharia agrícola e arquitetônica. Tais requisitos se consolidam entre 3500 e 2500 a.C., quando nas duas regiões se observa um apreciável progresso das matemáticas. Os egípcios do período anterior à IV dinastia estabeleceram os fundamentos da aritmética e da geometria: criaram o sistema decimal, calcularam a área do círculo (como a dos retângulos, triângulos e hexágonos), o volume da pirâmide, do cilindro e do hemisfério. Os sumérios, por sua vez, multiplicavam, dividiam, extraíam as raízes quadrada e cúbica, além de terem padronizado um sistema de pesos e medidas.

Seria, pois, descabido subestimar, na arquitetura descomunal das pirâmides, a prática de cálculos e projetos rigorosos, sem a qual pouca valia teriam a farta mão-de-obra (no caso da obra de Quéops, segundo Heródoto, cerca de cem mil homens em vinte anos) e os recursos tecnológicos existentes, que compreendiam a adoção de imensos planos inclinados e indiscutível perícia no uso de cunhas, brocas e alavancas. Consideração análoga deve ser feita a propósito dos templos sumérios com suas torres de diversos andares, erigidos quase sempre com tijolos secos ao sol, ou das tumbas reais e residências de Ur, onde se revelaram as invenções mais importantes da arquitetura suméria, sinal de seu adiantamento técnico: o arco, a abóbada, a cúpula e a coluna.

Os egípcios são responsáveis pelos primeiros empreendimentos no campo da engenharia agrícola. Com base no perfeito calendário solar de que dispunham, desenvolveram excelentes técnicas de irrigação e de aproveitamento racional do regime do rio Nilo, cujas águas desviaram com diques. No Médio Império, perfuraram a primeira versão do canal de Suez. A partir de 1800 a.C., os amorritas ou antigos babilônios dominaram a cultura mesopotâmica e demonstraram em seus edifícios a mestria de sua arquitetura. Nos séculos seguintes, suas realizações não são menos impressionantes e envolvem preocupação com o planejamento e o traçado prévio também de cidades, como é o caso de Nippur, de esquadrejamento geométrico. Em seu combate organizado aos animais patogênicos, os egípcios se aproximaram dos rudimentos de uma engenharia sanitária. Nessa área, a civilização egéia do período minóico (1450-1400 a.C.) atingiu as raias do prodígio: o principal palácio de Cnosso dispunha de instalações de água encanada e outras comodidades dessa ordem. Ainda nesse período, os cretenses se destacam como os primeiros construtores de estradas pavimentadas, com até 3,5m de largura.

Algumas das maiores proezas de antecipação da engenharia na antiguidade se apresentaram no decorrer do último milênio antes da era cristã, efetuadas por diversos povos que, na maior parte, herdaram direta ou indiretamente as conquistas da ciência e da tecnologia egípcias, sumérias, acadianas. Os caldeus e babilônios do século VI a.C. levaram bem mais longe os conhecimentos egípcios em engenharia hidráulica, pois construíram muitos canais de irrigação, represas e aquedutos cujas ruínas surpreenderam os historiadores modernos. Mais ainda fizeram os assírios que, sob Senaquerib, canalizaram para Nínive as águas das montanhas, valendo-se de uma ponte de 280m de comprimento, dois de largura e nove de altura. Guerreiros implacáveis, criaram também as primeiras obras de engenharia militar de que se tem notícia. Suas fortificações, especialmente em Assur, estendiam-se por quilômetros ao longo do rio Tigre, garantidas por torres e muros externos e internos. Os persas introduziram o uso das vigas de madeira (cedro, no caso) em telhados e foram dos primeiros a construírem estradas dignas desse nome, durante o período aquemênida, sob Dario I.

No século IV a.C., filósofos como Tales de Mileto e Pitágoras deram vigoroso impulso às matemáticas e, no século seguinte, a arquitetura atingiu seu apogeu na Acrópole de Atenas. Outras obras que atestam o adiantamento das atividades de engenharia na Grécia antiga são a construção do porto do Pireu, em Atenas, e, no século IV a.C., do estádio de Delfos e dos teatros de Epidauro e de Dioniso, este último com lugares para 17.000 espectadores. Nessa época, a abóbada e a cúpula são empregadas constantemente. No Império Romano, os trabalhos de engenharia hidráulica, arquitetônica e sanitária alcançaram nível notável. A cidade de Roma dispunha de esgotos aparentemente projetados para durar milênios, com pedras de mais de três toneladas. Ainda mais expressivos, no entanto, são os aquedutos, o primeiro dos quais, o Aqua Appia, foi edificado em 312 a.C., com mais de 11km de extensão. Os romanos conheciam o uso dos sifões e do tubo de alta pressão, garantindo assim o deslocamento das águas até a cidade. Poucas metrópoles modernas chegariam a ter a fartura de água da Roma antiga, que contava com amplos reservatórios e uma rede de canos eficiente, dotada de válvulas de segurança.

O Império Romano também demonstrou habilidade na construção de suas estradas, por algumas das quais ainda se pode trafegar. A maior obra arquitetônica e de engenharia de Roma foi o Coliseu, inaugurado em 80 a.C. Era o maior anfiteatro de Roma, com capacidade para cinqüenta mil espectadores.

Os gregos da fase helenística, de Alexandre o Grande, foram os precursores da engenharia de guerra. Produziam engenhos mecânicos destinados ao arremesso de projéteis ou ao arrombamento de muralhas. Produziam armas como a catapulta, o escorpião ou besta fixa - munida de grandes manivelas para puxar a seta na corda retesada do arco - e vários tipos de aríete. A engenharia militar dos romanos se voltou para o terreno das fortalezas, para conter a ameaça dos bárbaros. Estenderam sua cadeia de terraplenos, fossos, fortins e postos avançados ao longo do Reno e do Danúbio, dando origem a cidades como Strasbourg, Mainz, Colônia e Viena.

Idade Média

No final do século V, a civilização romana do Ocidente estava desbaratada e os povos que dominaram a Europa ocidental não apresentavam, em suas culturas ou em seu modo de produção, características que favorecessem o progresso nas práticas de engenharia ou na expressão arquitetônica. A alta Idade Média se desenrolou com poucas manifestações representativas e se limitou à construção de mosteiros, castelos e fortificações que, na maioria, não traziam inovação às técnicas já anteriormente dominadas. O panorama não se modificou durante o império de Carlos Magno e patenteou-se ainda mais no período de consolidação do feudalismo.

Somente a partir de meados do século X, quando acabou o bloqueio muçulmano do Mediterrâneo e se restabeleceu o comércio do Ocidente, a vida urbana ressurgiu, com muitas modificações no sentido econômico. Como decorrência, tornou-se necessário incrementar a produção agrícola e promover os meios adequados à circulação de riqueza. Em Flandres (século XI), são tarefas ao mesmo tempo de engenharia agrícola e sanitária os diques construídos em torno das terras de aluvião, que exigiam manutenção e controle do desaguamento. Surgem na mesma época, em diversas regiões da Europa, iniciativas com o fim de reparar as estradas existentes e abrir novos caminhos, passagens e pontes. Peregrinos anônimos criaram, nessa fase, as primeiras pontes pênseis, sobre os Alpes, contribuindo para a ligação dos reinos italianos com o norte da Europa. Pontes maiores e mais dispendiosas foram edificadas, principalmente nas cidades, com o financiamento dos burgueses. São exemplos significativos as pontes de Londres, no Tâmisa; de Rouen e de Paris, no Sena; de Liège, de Namur, Maastricht etc., no Mosela; de Avignon, no Ródano.

Na arte gótica, que apareceu na segunda metade do século XII, as soluções de engenharia tiveram um progresso admirável, que correspondia às transformações processadas na Europa ocidental desde fins do século X. Os construtores passaram a calcular a estabilidade menos em função da massa do que da forma. Tornaram os arcos mais leves, aliviaram as pressões laterais sobre as pilastras, distribuíram o peso dos arcos sobre as colunas internas, que se tornaram mais altas e delgadas. A alvenaria alcançou, assim, no gótico, os limites extremos de suas possibilidades estruturais.

O desenvolvimento do comércio, no fim da Idade Média, não se fez acompanhar de uma suficiente melhoria das estradas e dos meios de transporte. O comércio, então, buscou saída pelos rios e pelos mares, a navegação se expandiu e, como uma de suas conseqüências, retomaram-se as atividades de engenharia portuária e construção de canais. No século XIII, a planície flamenga era toda recortada por canais providos de comportas para controle da altura das águas.

Árabes. A civilização sarracena não precisou de muitas pontes e estradas para penetrar na Europa na baixa Idade Média e marcar com a poderosa influência de sua cultura o destino dos conhecimentos, das artes e das técnicas. Entre os séculos VII e XI, afirmou-se como a mais desenvolvida de seu tempo no preparo dos que se ocupam das atividades de engenharia. Seus fundamentos econômicos, somados a seu saber científico, propiciaram grandes realizações.

Os árabes se anteciparam de quatro a cinco séculos às características iniciais do sistema capitalista de produção. Difusores da numeração universalmente adotada com o nome de arábica e pioneiros da álgebra e da trigonometria, elevaram o conhecimento a um nível bem além do atingido pelos gregos do período helenístico. Admiráveis no que interessa à engenharia, nos frutos arquitetônicos desse processo, na funcionalidade de suas escolas e hospitais, os árabes foram ainda os verdadeiros precursores das engenharias química, biomédica e industrial modernas. Basta mencionar o excelente aço de Damasco, a larga produção de medicamentos ou os caprichosos objetos de vidro. Consideração à parte merecem ainda suas técnicas agronômicas. Os árabes restabeleceram e aperfeiçoaram os sistemas de irrigação do Egito e da Mesopotâmia. Na Espanha, deram provas de seu amplo domínio da natureza para fins agrícolas, ao aterrarem declives de montanhas para o cultivo da videira.

Império bizantino. Na convergência das culturas greco-romana e oriental, Bizâncio ofereceu condições para importantes obras de engenharia, algumas das quais famosas por sua originalidade arquitetônica. O império bizantino empreendeu trabalhos de engenharia militar que estão entre os mais ambiciosos da Idade Média e cidades fortificadas com linhas de defesa interligadas por meio de fortins intermediários.

Renascimento. A época não se destaca propriamente pelas grandes construções materiais, mas pelo extraordinário alargamento dos horizontes culturais e científicos. No Renascimento a engenharia ganhou seu caráter sistemático e sua base científica.

À frente dessa nova perspectiva está o trabalho de Leonardo da Vinci, que, em meio a outras atividades, exerceu a de engenheiro civil e militar. Seu método de pesquisa deve ser encarado como o marco inicial da engenharia científica. Leonardo foi também o pioneiro da análise estrutural, em sua tentativa de utilizar noções elementares da estática para a avaliação das forças e reações internas de um vigamento. Outro gênio precursor da engenharia moderna foi Galileu Galilei, que estudou a resistência dos materiais e a flexão das vigas.

No século XVII os impulsos de desenvolvimento da matemática e da física ampliaram cada vez mais a base dos conhecimentos de que a engenharia propriamente dita vai se utilizar. Entre os muitos marcos dessa época estão a obra de Bonaventura Cavalieri nos campos da geometria e da trigonometria; a criação da geometria analítica por Descartes (1637) e da máquina de calcular (1642) por Pascal; a lei de Robert Hooke (1653-1703) sobre a elasticidade dos corpos; a descoberta do cálculo das probabilidades por Pascal e Pierre de Fermat (1601-1665); do cálculo diferencial, integral e infinitesimal, por Newton e Leibniz.

Outros predecessores. Nos quase seis mil anos que vão da formação dos primeiros impérios da antiguidade até o fim do Renascimento europeu, vários outros povos e civilizações realizaram importantes obras de engenharia pré-científica. Destaca-se a experiência hindu, a partir do século II a.C., e especialmente depois do século XI, assim como a chinesa do século III a.C., quando se construiu excelente sistema de irrigação e se iniciou a grande muralha, que chegou a ter 2.400km de extensão. Há ainda as realizações dos impérios da América pré-colombiana. Os incas, particularmente, de 500 a 1000 de nossa era, construíram enormes edificações, estradas, pontes, terraços para fins agrícolas, assim como os maias, entre 300 e 900 da era cristã, e os astecas, nos séculos XIV e XV. Renascimento

A época não se destaca propriamente pelas grandes construções materiais, mas pelo extraordinário alargamento dos horizontes culturais e científicos. No Renascimento a engenharia ganhou seu caráter sistemático e sua base científica. À frente dessa nova perspectiva está o trabalho de Leonardo da Vinci, que, em meio a outras atividades, exerceu a de engenheiro civil e militar. Seu método de pesquisa deve ser encarado como o marco inicial da engenharia científica. engenharia Leonardo foi também o pioneiro da análise estrutural, em sua tentativa de utilizar noções elementares da estática para a avaliação das forças e reações internas de um vigamento. Outro gênio precursor da engenharia moderna foi Galileu Galilei, que estudou a resistência dos materiais e a flexão das vigas. No século XVII os impulsos de desenvolvimento da matemática e da física ampliaram cada vez mais a base dos conhecimentos de que a engenharia propriamente dita vai se utilizar. Entre os muitos marcos dessa época estão a obra de Bonaventura Cavalieri nos campos da geometria e da trigonometria; a criação da geometria analítica por Descartes (1637) e da máquina de calcular (1642) por Pascal; a lei de Robert Hooke (1653-1703) sobre a elasticidade dos corpos; a descoberta do cálculo das probabilidades por Pascal e Pierre de Fermat (1601-1665); do cálculo diferencial, integral e infinitesimal, por Newton e Leibniz. Outros predecessores. Nos quase seis mil anos que vão da formação dos primeiros impérios da antiguidade até o fim do Renascimento europeu, vários outros povos e civilizações realizaram importantes obras de engenharia pré-científica. Destaca-se a experiência hindu, a partir do século II a.C., e especialmente depois do século XI, assim como a chinesa do século III a.C., quando se construiu excelente sistema de irrigação e se iniciou a grande muralha, que chegou a ter 2.400km de extensão. Há ainda as realizações dos impérios da América pré-colombiana. Os incas, particularmente, de 500 a 1000 de nossa era, construíram enormes edificações, estradas, pontes, terraços para fins agrícolas, assim como os maias, entre 300 e 900 da era cristã, e os astecas, nos séculos XIV e XV. Em 1747, a moderna engenharia foi reconhecida pela primeira vez ao ser fundada na França a École Nacionale de Ponts et Chaussées. Nessa escola foram compilados e difundidos os conhecimentos da época sobre técnicas de construção e analisados os avanços decisivos da tecnologia de materiais, que na transição dos séculos XVIII e XIX, foram a raiz da revolução industrial. Destacam-se contribuições tais como a máquina a vapor do engenheiro escocês James Watt, as radicais modificações na produção têxtil devidas à mecanização da indústria e as primeiras experiências sobre eletricidade.

Na mediação promovida pela engenharia entre a super e a infra-estrutura de uma sociedade, o traço de união objetivo é a matéria-prima incorporada no fluxo produtivo. Os materiais da engenharia estão sempre ligados aos progressos de sua utilização. Sob esse aspecto, a introdução do ferro e do carvão marca o início da revolução industrial.

A partir de 1860 aproximadamente, tem início o período conhecido como segunda revolução industrial, quando se torna possível a expansão e o barateamento da produção de aço. Outro fator determinante dos progressos nessa etapa foi o petróleo, ao lado dos metais leves. A engenharia das construções dinâmicas (a das máquinas e veículos) passou a atuar tanto quanto a das construções estáticas. Surgiram, então, algumas especializações: engenharia mecânica, química, de mineração, de pontes e estradas.

Durante o século XIX e nas primeiras décadas do XX a engenharia já contava com grandes personalidades, como os franceses Ferdinand de Lesseps, inspirador e projetista do canal de Suez, e Alexandre-Gustave Eiffel, criador da torre parisiense que tem seu nome, e o americano George Washington Goethals, construtor do canal do Panamá. No princípio do século XX, a eletricidade, os veículos automotores e o rádio proporcionam mudanças ainda maiores no quadro tecnológico e econômico, trazendo novas especializações: engenharia eletrotécnica, metalúrgica, naval. Como conseqüência da urbanização e do crescimento populacional, surgem as engenharias agronômica (para abastecimento das cidades) e hidráulica.

Outro material que introduziu grandes mudanças foi o cimento portland, patenteado em 1824 na Inglaterra, utilizado para fazer a massa de concreto. As qualidades do concreto e do ferro foram reunidas no concreto armado, que apareceu no fim do século XIX e se consagrou, ao longo do século XX, como um dos materiais indispensáveis a todas as obras de engenharia. No final do século XX, os sucessivos e constantes avanços da pesquisa científica e a tendência à máxima racionalização das obras de engenharia determinavam um grau de complexidade das obras impensável para os que se ocupavam desse campo de atividade em meados do século. Como conseqüência, cresceu a diferenciação de disciplinas e apareceram diversos ramos ou especialidades, como as engenharias mecânica, química, elétrica, de telecomunicações, de minas, aeronáutica, de construção naval, de estradas, canais e portos etc. Novos campos do conhecimento, além disso, têm sido incorporados à engenharia, como a pesquisa nuclear e a genética.

Ensino. Nos séculos XIX e XX, no ritmo do desenvolvimento industrial, o ensino da engenharia se difundiu em rápida progressão, quer incorporado a grandes universidades já existentes, quer se exercendo em novas instituições autônomas, chamadas institutos (ou escolas) politécnicos. De modo geral, a programação das cadeiras, até meados do século XX, organizava-se em duas etapas. Na primeira, todo o corpo discente se dedicava às mesmas disciplinas: matemática (cálculo diferencial e integral, geometria analítica e descritiva), mecânica, resistência dos materiais e desenho técnico. Na segunda, os alunos se repartiam conforme a especialização pretendida e o futuro exercício profissional. Encaminhavam-se para a engenharia de pontes e estradas, para a engenharia química ou para a da construção e manutenção de máquinas.

Guardadas as diferenças de país para país e entre graus de industrialização, da segunda guerra mundial em diante essa organização do ensino da engenharia passou por sucessivas reformulações, enquanto se transformava a estrutura econômica, a tecnologia e a ciência. A antiga segunda etapa do curso aumentou e subdividiu-se, ao mesmo tempo em que as especializações passaram a ser feitas na prática, na forma de estágios em unidades de produção ou prestação de serviços, em contato com os empresários ou diretores de empresas estatais e com o material específico da área escolhida.

Atualidade. A partir do início do século XX, o mundo civilizado passou por algumas das maiores mudanças qualitativas de sua história. A profusão de descobertas e progressos, de guerras e revoluções, acontecimentos e fenômenos alteraram radicalmente o panorama tecno-econômico, político-social e científico-cultural das maiores nações da Terra e, em conseqüência, dos países que, de um modo ou de outro, se vinculavam àqueles centros hegemônicos.

De década para década, seja mobilizada pela expansão imobiliária ou pela demanda de escoadouros (estradas, pontes, viadutos, túneis) para a crescente produção de automóveis, seja pelos complexos energéticos, represas, refinarias, estaleiros e conjuntos habitacionais que se erguem, a engenharia mais e mais se modernizou e se desdobrou. O engenheiro passou a assumir maiores encargos e maiores riscos.

Nesse contexto, engenharia e produção se tornaram cada vez mais ligadas. O sinais e rigores dessa intimidade se apresentam desde a mais simples operação econômica até os mais altos patamares do controle social e do poder político, na tecnocracia e na sociedade de massa. Mediador nas estruturas sociais contemporâneas, projetista, construtor, planejador, o engenheiro corporifica um dos desafios cruciais da humanidade em sua história presente: o de promover o bem-estar das massas, sem o sacrifício da consciência e liberdade individual do ser humano.

Engenharia moderna

Em 1747, a moderna engenharia foi reconhecida pela primeira vez ao ser fundada na França a École Nacionale de Ponts et Chaussées. Nessa escola foram compilados e difundidos os conhecimentos da época sobre técnicas de construção e analisados os avanços decisivos da tecnologia de materiais, que na transição dos séculos XVIII e XIX, foram a raiz da revolução industrial. Destacam-se contribuições tais como a máquina a vapor do engenheiro escocês James Watt, as radicais modificações na produção têxtil devidas à mecanização da indústria e as primeiras experiências sobre eletricidade.

Na mediação promovida pela engenharia entre a super e a infra-estrutura de uma sociedade, o traço de união objetivo é a matéria-prima incorporada no fluxo produtivo. Os materiais da engenharia estão sempre ligados aos progressos de sua utilização. Sob esse aspecto, a introdução do ferro e do carvão marca o início da revolução industrial. A partir de 1860 aproximadamente, tem início o período conhecido como segunda revolução industrial, quando se torna possível a expansão e o barateamento da produção de aço. Outro fator determinante dos progressos nessa etapa foi o petróleo, ao lado dos metais leves. A engenharia das construções dinâmicas (a das máquinas e veículos) passou a atuar tanto quanto a das construções estáticas. Surgiram, então, algumas especializações: engenharia mecânica, química, de mineração, de pontes e estradas.

Durante o século XIX e nas primeiras décadas do XX a engenharia já contava com grandes personalidades, como os franceses Ferdinand de Lesseps, inspirador e projetista do canal de Suez, e Alexandre-Gustave Eiffel, criador da torre parisiense que tem seu nome, e o americano George Washington Goethals, construtor do canal do Panamá. No princípio do século XX, a eletricidade, os veículos automotores e o rádio proporcionam mudanças ainda maiores no quadro tecnológico e econômico, trazendo novas especializações: engenharia eletrotécnica, metalúrgica, naval. Como conseqüência da urbanização e do crescimento populacional, surgem as engenharias agronômica (para abastecimento das cidades) e hidráulica.

Outro material que introduziu grandes mudanças foi o cimento portland, patenteado em 1824 na Inglaterra, utilizado para fazer a massa de concreto. As qualidades do concreto e do ferro foram reunidas no concreto armado, que apareceu no fim do século XIX e se consagrou, ao longo do século XX, como um dos materiais indispensáveis a todas as obras de engenharia. No final do século XX, os sucessivos e constantes avanços da pesquisa científica e a tendência à máxima racionalização das obras de engenharia determinavam um grau de complexidade das obras impensável para os que se ocupavam desse campo de atividade em meados do século. Como conseqüência, cresceu a diferenciação de disciplinas e apareceram diversos ramos ou especialidades, como as engenharias mecânica, química, elétrica, de telecomunicações, de minas, aeronáutica, de construção naval, de estradas, canais e portos etc. Novos campos do conhecimento, além disso, têm sido incorporados à engenharia, como a pesquisa nuclear e a genética.

Ensino

Nos séculos XIX e XX, no ritmo do desenvolvimento industrial, o ensino da engenharia se difundiu em rápida progressão, quer incorporado a grandes universidades já existentes, quer se exercendo em novas instituições autônomas, chamadas institutos (ou escolas) politécnicos.

De modo geral, a programação das cadeiras, até meados do século XX, organizava-se em duas etapas. Na primeira, todo o corpo discente se dedicava às mesmas disciplinas: matemática (cálculo diferencial e integral, geometria analítica e descritiva), mecânica, resistência dos materiais e desenho técnico. Na segunda, os alunos se repartiam conforme a especialização pretendida e o futuro exercício profissional. Encaminhavam-se para a engenharia de pontes e estradas, para a engenharia química ou para a da construção e manutenção de máquinas. Guardadas as diferenças de país para país e entre graus de industrialização, da segunda guerra mundial em diante essa organização do ensino da engenharia passou por sucessivas reformulações, enquanto se transformava a estrutura econômica, a tecnologia e a ciência. A antiga segunda etapa do curso aumentou e subdividiu-se, ao mesmo tempo em que as especializações passaram a ser feitas na prática, na forma de estágios em unidades de produção ou prestação de serviços, em contato com os empresários ou diretores de empresas estatais e com o material específico da área escolhida.

Atualidade

A partir do início do século XX, o mundo civilizado passou por algumas das maiores mudanças qualitativas de sua história. A profusão de descobertas e progressos, de guerras e revoluções, acontecimentos e fenômenos alteraram radicalmente o panorama tecno-econômico, político-social e científico-cultural das maiores nações da Terra e, em conseqüência, dos países que, de um modo ou de outro, se vinculavam àqueles centros hegemônicos.

De década para década, seja mobilizada pela expansão imobiliária ou pela demanda de escoadouros (estradas, pontes, viadutos, túneis) para a crescente produção de automóveis, seja pelos complexos energéticos, represas, refinarias, estaleiros e conjuntos habitacionais que se erguem, a engenharia mais e mais se modernizou e se desdobrou. O engenheiro passou a assumir maiores encargos e maiores riscos.

Nesse contexto, engenharia e produção se tornaram cada vez mais ligadas. O sinais e rigores dessa intimidade se apresentam desde a mais simples operação econômica até os mais altos patamares do controle social e do poder político, na tecnocracia e na sociedade de massa. Mediador nas estruturas sociais contemporâneas, projetista, construtor, planejador, o engenheiro corporifica um dos desafios cruciais da humanidade em sua história presente: o de promover o bem-estar das massas, sem o sacrifício da consciência e liberdade individual do ser humano.

Fonte: ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda

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Re: Franciane -pesquisa

Mensagem por Professor Cesar em Seg Jul 21, 2014 3:20 pm

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Re: Franciane -pesquisa

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