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Atividades da Lari Ceccon.

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Atividades da Lari Ceccon.

Mensagem por lariceccon3G_2012s1 em Sab Mar 10, 2012 1:38 pm



A felicidade as vezes se encontra no final das tristezas e decepções que o destino nos reserva, por isso, nunca desista de lutar por aquilo que você quer, principalmente pela sua felicidade, sua vida e as pessoas que você ama. Faça de sua vida um caminho diario da procura de quem te procura. Saiba que tentar outra vez nao é sofrer de novo, mas sim uma forma de lutar e vencer, apesar de tudo.

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Re: Atividades da Lari Ceccon.

Mensagem por lariceccon3G_2012s1 em Sab Mar 10, 2012 5:02 pm

Atividade Virtual II

Vanguarda




Vanguarda (deriva do francês avant-garde) em sentido literal faz referência ao batalhão militar que precede as tropas em ataque durante uma batalha. Daí deduz-se que vanguarda é aquilo que "está à frente". Desta forma, todo aquele que está à frente de algo e portanto aquele que está à frente do seu tempo em uma atitude poderia se intitular como pertencente a uma vanguarda.
Desta dedução surge a definição adotada por uma série de movimentos artísticos e políticos do fim do século XIX e início do século XX. As vanguardas europeias ou os movimentos europeus de vanguarda eram aqueles que, segundo seus próprios autores, guiavam a cultura de seus tempos, estando de certa forma à frente deles. Muitos destes movimentos acabaram por assumir um comportamento próximo ao dos movimentos políticos: possuíam militantes, lançavam manifestos e acreditavam que a verdade encontrava-se com eles.
Muitos outros artistas e movimentos artísticos, posteriores, por sua atitude semelhante a das vanguardas europeias canônicas, poderiam ser referidos pelo termo vanguarda, sendo usual, porém, utilizarmos o termo somente para os artistas participantes daquelas, especialmente para fins didáticos.
Octavio Paz utiliza o termo para definir qualquer estética considerada "fundadora", que represente uma ruptura nos padrões artísticos de sua época.



A expressão começou a ser usada na década de 1860, por ocasião do Salon des Refusés (O Salão dos Recusados), onde os artistas excluídos do Salon de Paris estavam expondo.

Os principais movimentos que se destacaram foram:
Futurismo (1909-1914)
Cubismo (1907-1914)
Dadaísmo (1916-1922)
Surrealismo (1924)
Originalmente e como muitos destes artistas estavam ligados ao movimento realista, a vanguarda estava identificada com a promoção do progresso social: o indivíduo ou grupo a ela ligado seria responsável por um movimento de reformas sociais. Com o tempo, passou a ser usado também para referir-se a artistas mais preocupados com a experimentação estética (como as vanguardas do início do século XX, normalmente as mais associadas à expressão). De qualquer forma, sempre se manteve a ideia de um movimento artístico como um movimento político (composto por manifestos, militância, etc).




O advento do moderno

Na literatura, a data do advento do moderno é considerada, normalmente, a do surgimento da poesia em prosa de Charles Baudelaire e de Folhas da relva de Walt Whitman, de 1855, o primeiro livro de poemas em verso livre.
Nas artes plásticas, costuma-se situar o germinar da arte moderna do século XX com os experimentos estéticos realizados por Paul Cézanne nas décadas de 1870 e 80. A percepção do espaço pictórico estudado por Cézanne é considerado um ponto de partida para a obra de diversos artistas vindouros e gera o início de linhas paralelas de evolução da arte européia.
Cada uma das vanguardas que surgiriam nas décadas seguintes interpretariam de formas diferentes esses estudos e os seguiriam de formas diversas.

Movimentos vanguardistas

Como citado acima, o termo pode se aplicar a qualquer movimento que proponha uma nova visão da arte. No entanto, costuma-se associá-lo principalmente aos movimentos ocorridos no período pós-Impressionismo e anterior à pós-modernidade. Nesse caso, costuma-se classificá-los em vanguardas positivas e vanguardas negativas, embora muitos movimentos (como os expressionismos) fujam a esta divisão.



Vanguardas europeias[/color]


É o conjunto de tendências que atua principalmente no campo das artes. Os textos seguintes registram alguns dos princípios fundamentais dos movimentos de vanguarda europeus do início do século XX. Cronologicamente, tais manifestações artísticas surgiram em torno da 1º Guerra Mundial, compreendendo o período que a antecedeu e o período que a sucedeu - quando então o mundo já se preparava para a 2º Guerra Mundial.
Fauvismo (1905-1908)
Expressionismo (1905-1933)
Cubismo (1907-1914)
Futurismo (1909-1914)
Dadaísmo (1916-1922)
Surrealismo (1924)

Vanguarda positiva

Cubismo
Construtivismo
Neoplasticismo
Suprematismo
Abstracionismo
Concretismo


Vanguarda negativa

Futurismo
Dadaísmo
Surrealismo


No Brasil

Destaca-se a atuação de grupos como o Pau-Brasil e o Movimento antropófago, que são reconhecidos internacionalmente como tal, o primeiro próximo do cubismo e do dadaísmo, o segundo próximo do surrealismo, ambos com a mesma origem primitivista de vários dos mais importantes movimentos vanguardistas europeus. Várias tendências das vanguardas européias convergiram na Semana de Arte Moderna de 1922, ocorrida em São Paulo, tornada um marco no modernismo brasileiro.





Indústria Cultural





O mundo vive num sistema econômico-político-cultural capitalista e o surgimento da sociedade capitalista transformou as manifestações culturais em produto. Este cenário desencadeou a formação da indústria cultural, que é o conjunto de empresas, instituições e redes de mídia que produzem, distribuem e transmitem conteúdo artístico – cultural com o objetivo de adquirir lucros.
A heterogeneidade da indústria cultural brasileira é percebida não somente no grau de diversidade cultural e territorial de nosso país, mas por focar conteúdos de culturas estrangeiras em detrimento de nosso conteúdo nacional. Quando ocorre em nossas mídias uma exposição de nossos valores e identidades, há o abarcamento de interesse comercial que interfere no que deve ser mostrado para adquirir audiência.
A produção da indústria cultural é direcionada para o retorno de lucros tendo como base padrões de imagem cultural pré – estabelecida e capazes de conquistar o interesse das massas sem trabalhar o caráter crítico do expectador. Para se manter e conquistar público , a produção cultural não objetiva somente a expressão artística , quando esta planejada sob pretensões profissionais.



A expressão tendencial elaborada com elementos artísticos é incluída num produto cultural como forma de diferenciação. A indústria cultural assim como toda indústria está atenta a custos, distribuição e retorno de lucros.

Um forte exemplo de indústria cultural é a televisão que apresenta pontos positivos em possuir ótima cobertura geográfica, penetração de público e variedade de conteúdo em vários horários, mas ao mesmo tempo apresenta conteúdos sensacionalistas e que escapam do consciente do expectador, cujo indivíduo possa vir a entrar em estado de alienação. Em outras mídias há o uso do termo “cult”, termo em inglês que significa obras com características específicas e com público direcionado e devoto.



A arte em geral , as manifestações histórico – culturais e a identidade de uma região servem como inspiração e conteúdo de obra e produto cultural.Em suma a indústria cultural busca produzir algo que conquiste público e relevância comercial e se ramifique em produtos licenciados.

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Atividades Virtuais 3 da Pepsi

Mensagem por lariceccon3G_2012s1 em Sab Mar 31, 2012 1:40 pm



Última edição por lariceccon3G_2012s1 em Sab Mar 31, 2012 1:56 pm, editado 3 vez(es)

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Atividade Virtual 3

Mensagem por lariceccon3G_2012s1 em Sab Mar 31, 2012 1:43 pm

Pepsi é uma marca de um refrigerante com sabor de cola que possui mais de 100 anos de história. A marca está presente em 75 países nos cinco continentes.

O logotipo




Logotipo com as cores da bandeira americana, lançada durante a Segunda Guerra Mundial.O símbolo da Pepsi, representado pelo globo, teve sua origem na década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, como uma forma de apoio e patriotismo. O refrigerante lançou na época uma nova tampa em edição especial, que trazia escrito o nome Pepsi-Cola em fonte curvilínea em cor vermelha, sobre um fundo vermelho, branco e azul (cores da bandeira americana), numa representação ondulada.
Após o final da guerra, em 1945, a logomarca foi oficializada para os produtos da empresa.Em 1962 o logotipo da Pepsi-Cola foi redesenhada, as letras do nome passam para uma fonte na cor preta e com letras de fôrma. Não mais Pepsi-Cola, passando a ser denominada por Pepsi.Em 1973 o dizer Pepsi deixa de ser empregado em cor preta, e passa para a cor azul. A partir de 1991, o logotipo da Pepsi é dividido, isto é, surge o globo da Pepsi limpo com escrito do nome sobre o mesmo.




Vídeo: Antigas Coleções de Garrafas e Latas.


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Atividade Virtual 4

Mensagem por lariceccon3G_2012s1 em Sab Mar 31, 2012 2:19 pm

[b">Dadaísmo
Origem:O movimento Dadá (Dada) ou Dadaísmo foi um movimento artístico da chamada vanguarda artísticamoderna iniciado em Zurique, em 1915 durante a Primeira Guerra Mundial, no chamado Cabaret Voltaire. Formado por um grupo de escritores, poetas e artistas plásticos, dois deles desertores do serviço militar alemão, liderados por Tristan Tzara, Hugo Ball e Hans Arp.



Principais características



Oposição a qualquer tipo de equilíbrio, combinação de pessimismo irônico e ingenuidade radical, ceticismo absoluto e improvisação. Enfatizou o ilógico e o absurdo. Entretanto, apesar da aparente falta de sentido, o movimento protestava contra a loucura da guerra. Assim, sua principal estratégia era mesmo denunciar e escandalizar.
A princípio, o movimento não envolveu uma estética específica, mas talvez as formas principais da expressão dadá tenham sido o poema aleatório e o ready made. Sua tendência extravagante e baseada no acaso serviu de base para o surgimento de inúmeros outros movimentos artísticos do século XX, entre eles oSurrealismo, a Arte Conceitual, a Pop Art e o Expressionismo Abstrato.
A sua proposta é que a arte ficasse solta das amarras racionalistas e fosse apenas o resultado do automatismo psíquico, selecionando e combinando elementos por acaso. Sendo a negação total da cultura, o Dadaísmo defende o absurdo, a incoerência, a desordem, o caos. Politicamente , firma-se como um protesto contra uma civilização que não conseguiria evitar a guerra.
Ready-Made significa confeccionado, pronto. Expressão criada em 1913 pelo artista francês Marcel Duchamp para designar qualquer objeto manufaturado de consumo popular, tratado como objeto de arte por opção do artista.
O fim do Dada como atividade de grupo ocorreu por volta de 1921.


Artistas Participantes do início do movimento
 André Breton
 Philippe Soupault
 Tristan Tzara
 Marcel Duchamp
 Hans Arp
 Julius Evola
 Francis Picabia
 Max Ernst
 Man Ray
 Kurt Schwitters
 Raoul Hausmann
 Guillaume Apollinaire
 Hugo Ball
 Theo van Doesburg
 Johannes Baader
 Arthur Cravan
 Jean Crotti
 George Grosz
 Emmy Hennings
 Richard Huelsenbeck
 Marcel Janco
 Clement Pansaers
 Hans Richter
 Sophie Täuber
 Beatrice Wood
 Hannah Hoch
 Vicente Huidobro



Futurismo



O futurismo é um movimento artístico e literário, que surgiu oficialmente em 20 de fevereiro de 1909 com a publicação do Manifesto Futurista, pelo poeta italiano Filippo Marinetti, no jornal francês Le Figaro. Os adeptos do movimento rejeitavam o moralismo e o passado, e suas obras baseavam-se fortemente na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos do final do século XIX. Os primeiros futuristas europeus também exaltavam a guerra e a violência. O Futurismo desenvolveu-se em todas as artes e influenciou diversos artistas que depois fundaram outros movimentos modernistas

Características do Futurismo:

- Desvalorização da tradição e do moralismo;

- Valorização do desenvolvimento industrial e tecnológico;

- Propaganda como principal forma de comunicação;

- Uso de onomatopéias (palavras com sonoridade que imitam ruídos, vozes, sons de objetos) nas poesias;

- Poesias com uso de frases fragmentadas para passar a idéia de velocidade;

- Pinturas com uso de cores vivas e contrastes. Sobreposição de imagens, traços e pequenas deformações para passar a idéia de movimento e dinamismo;





Cubismo


Origem

Este movimento artístico tem seu surgimento no século XX e é considerado o mais influente deste período. Com suas formas geométricas representadas, na maioria das vezes, por cubos e cilindros, a arte cubista rompeu com os padrões estéticos que primavam pela perfeição das formas na busca da imagem realista da natureza. A imagem única e fiel à natureza, tão apreciada pelos europeus desde o Renascimento, deu lugar a esta nova forma de expressão onde um único objeto pode ser visto por diferentes ângulos ao mesmo tempo.

Principais artistas Cubistas Brasileiros

- Anita Malfatti (pintora)

- Tarsila do Amaral (pintora e desenhista)

- Vicente do Rego Monteiro (pintor, desenhista e escultor)

- Di Cavalcanti (pintor, ilustrador e desenhista)



Surrealismo



O Surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido primeiramente em Paris nos anos 20, inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo no período entre as duas Grandes Guerras Mundiais. Reúne artistas anteriormente ligados ao Dadaísmo ganhando dimensão internacional. Fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud (1856-1939), o surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. Um dos seus objetivos foi produzir uma arte que, segundo o movimento, estava sendo destruída pelo racionalismo. O poeta e crítico André Breton (1896-1966) é o principal líder e mentor deste movimento.


Principais artistas surrealistas




ARTES PLÁSTICAS

- Salvador Dali
- Joan Miró
- Max Ernst
- René Magritte
- Paul Delvaux
- Remedios Varo
- Frida Kahlo
- Jean Arp
- Leonor Fini
- Alberto Giacometti
- Vito Campanella


Arte Metafísica




Arte Metafísica - Desenvolveu-se entre 1910 e 1917, graças a De Chirico, Carrà,Morandi e Severini. Trata-se de um estilo fantástico, no qual vistas de cidades, paisagens desoladas, estranhas naturezas mortas e figuras compósitas são tratadas comose não pertencessem ao mundo físico. Desde Bosh e Arcimboldo, não atingia a arteocidental a tão elevado grau de abstração e fantasia. Tem origem com a publicação do"Manifesto do Surrealismo", de André Breton, em 1924.Giorgio De Chirico , com suaPintura Metafísica , antecipou o movimento ao descobrir as matrizes da angústiaexistencial e ao representá-las em atmosfera surreal. Dele participaram Max Ernst ,Paul Klee ,André Masson , Joan Miró , Jean Arp,Francis Picabia , Pablo Picasso, Yves Tanguy, René Magritte, Salvador Dali,Marc Chagall , Marcel Duchamp, Alexander Calder, o fotógrafo Man Ray, os poetas Tristan Tzara, Paul Eluard, Louis Aragon,Guillaume Apollinaire e o cineasta Luis Buñuel, entre outros.

CURIOSIDADES SOBRE A PINTURA METAFÍSICA:
A pintura deve criar um impressão de mistério, através de associações poucocomuns de objetos totalmente imprevistos, em arcadas e arquiteturas puras, idealizadas,muitas vezes com a inclusão de estátuas, manequins, frutas, legumes, numatransfiguração toda especial, em curiosas perspectivas divergentes. A pintura metafísicaexplora os efeitos de luzes misteriosas, sombras sedutoras e cores ricas e profundas, de plástica despojada e escultural. Tem inspiração na Metafísica, ciência que estuda tudoquanto se manifesta de maneira sobrenatural.

Principais Artistas:

GIORGIO DE CHIRICO (1888-1978) e GIORGIO MORANDI (1890-1964)[/[/size]font]

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Re: Atividades da Lari Ceccon.

Mensagem por CaesarXcz em Ter Maio 01, 2012 6:20 pm

Ok.
Avaliadas as atividades postadas no setor correto!!


CaesarXcz
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Atividades 5

Mensagem por lariceccon3G_2012s1 em Sex Maio 04, 2012 8:38 pm

Cultura afro-brasileira

Denomina-se cultura afro-brasileira o conjunto de manifestações culturais do Brasil que sofreram algum grau de influência da cultura africana desde os tempos do Brasil colônia até a atualidade. A cultura da África chegou ao Brasil, em sua maior parte, trazida pelos escravos negros na época do tráfico transatlântico de escravos. No Brasil a cultura africana sofreu também a influência das culturas europeia (principalmente portuguesa) e indígena, de forma que características de origem africana na cultura brasileira encontram-se em geral mescladas a outras referências culturais.

Traços fortes da cultura africana podem ser encontrados hoje em variados aspectos da cultura brasileira, como a música popular, a religião, a culinária, o folclore e as festividades populares. Os estados do Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os mais influenciados pela cultura de origem africana, tanto pela quantidade de escravos recebidos durante a época do tráfico como pela migração interna dos escravos após o fim do ciclo da cana-de-açúcar na região Nordeste.

Ainda que tradicionalmente desvalorizados na época colonial e no século XIX, os aspectos da cultura brasileira de origem africana passaram por um processo de revalorização a partir do século XX que continua até os dias de hoje.


O Brasil tem a maior população de origem africana fora da África e, por isso, a cultura desse continente exerce grande influência, principalmente na região nordeste do Brasil. Hoje, a cultura afro-brasileira é resultado também das influências dos portugueses e indígenas, que se manifestam na música, religião e culinária.

Devido à quantidade de escravos recebidos e também pela migração interna destes, os estados de Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os mais influenciados.

No início do século XIX, as manifestações, rituais e costumes africanos eram proibidos, pois não faziam parte do universo cultural europeu e não representavam sua prosperidade. Eram vistas como retrato de uma cultura atrasada. Mas, a partir do século XX, começaram a ser aceitos e celebrados como expressões artísticas genuinamente nacionais e hoje fazem parte do calendário nacional com muitas influências no dia a dia de todos os brasileiros.

Em 2003, a lei nº 10.639 passou a exigir que as escolas brasileiras de ensino fundamental e médio incluíssem no currículo o ensino da história e cultura afro-brasileira. Para ajudar na criação das aulas e na abordagem pelos professores, o Sinpro-SP preparou um site com várias dicas e material para estudo.

Música

A principal influência da música africana no Brasil é, sem dúvidas, o samba. O estilo hoje é o cartão-postal musical do país e está envolvido na maioria das ações culturais da atualidade. Gerou também diversos sub-gêneros e dita o ritmo da maior festa popular brasileira, o Carnaval.

Mas os tambores de África trouxeram também outros cantos e danças. Além do samba, a influência negra na cultura musical brasileira vai do Maracatu à Congada, Cavalhada e Moçambique. Sons e ritmos que percorrem e conquistam o Brasil de ponta a ponta.
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) O samba é a principal influência da cultura africana e cartão-postal musical do Brasil Ampliar

* O samba é a principal influência da cultura africana e cartão-postal musical do Brasil

Capoeira

Inicialmente desenvolvida para ser uma defesa, a capoeira era ensinada aos negros cativos por escravos que eram capturados e voltavam aos engenhos. Os movimentos de luta foram adaptados às cantorias africanas e ficaram mais parecidos com uma dança, permitindo assim que treinassem nos engenhos sem levantar suspeitas dos capatazes.

Durante décadas, a capoeira foi proibida no Brasil. A liberação da prática aconteceu apenas na década de 1930, quando uma variação (mais para o esporte do que manifestação cultural) foi apresentada ao então presidente Getúlio Vargas, em 1953, pelo Mestre Bimba. O presidente adorou e a chamou de “único esporte verdadeiramente nacional”.

Religião

A África é o continente com mais religiões diferentes de todo o mundo. Ainda hoje são descobertos novos cultos e rituais sendo praticados pelas tribos mais afastadas. Na época da escravidão, os negros trazidos da África eram batizados e obrigados a seguir o Catolicismo. Porém, a conversão não tinha efeito prático e as religiões de origem africana continuaram a ser praticadas secretamente em espaços afastados nas florestas e quilombos.

Na África, o culto tinha um caráter familiar e era exclusivo de uma linhagem, clã ou grupo de sacerdotes. Com a vinda ao Brasil e a separação das famílias, nações e etnias, essa estrutura se fragmentou. Mas os negros criaram uma unidade e partilharam cultos e conhecimentos diferentes em relação aos segredos rituais de sua religião e cultura.

As religiões afro-brasileiras constituem um fenômeno relativamente recente na história religiosa do Brasil. O Candomblé, a mais tradicional e africana dessas religiões, se originou no Nordeste. Nasceu na Bahia e tem sido sinônimo de tradições religiosas afro-brasileiras em geral. Com raízes africanas, a Umbanda também se popularizou entre os brasileiros. Agrupando práticas de vários credos, entre eles o catolicismo, a Umbanda originou-se no Rio de Janeiro, no início do século 20.

Culinária

Outra grande contribuição da cultura africana se mostra à mesa. Pratos como o vatapá, acarajé, caruru, mungunzá, sarapatel, baba de moça, cocada, bala de coco e muitos outros exemplos são iguarias da cozinha brasileira e admirados em todo o mundo.

Mas nenhuma receita se iguala em popularidade à feijoada. Originada das senzalas, era feita das sobras de carnes que os senhores de engenhos não comiam. Enquanto as partes mais nobres iam para a mesa dos seus donos, aos escravos restavam as orelhas, pés e outras partes dos porcos, que misturadas com feijão preto e cozidas em um grande caldeirão, deram origem a um dos pratos mais saborosos e degustados da culinária nacional.








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Atividade Virtual 6

Mensagem por lariceccon3G_2012s1 em Sex Maio 04, 2012 8:44 pm

Bandeira da África do Sul


A bandeira nacional da República da África do Sul foi adotada a 26 de abril de 1994. A bandeira foi concebida pelo Armeiro de Estado, F. Brownell. Uma tentativa anterior de criar uma nova bandeira, pedindo sugestões ao público, não se revelou bem sucedida.

Apesar da sua novidade, a bandeira revelou-se um excelente símbolo nacional, mesmo entre os sul-africanos de pele branca, cuja bandeira veio substituir, e pode ser hoje vista com regularidade em eventos desportivos e afins.

As melhores formas de descrever a bandeira é como duas bandas horizontais de vermelho (topo) e azul, separadas por uma banda central [verde] que tem a forma de um Y horizontal, cujos braços terminam nos cantos do lado da tralha. O Y delimita um triângulo isósceles preto, separado dele por listras amarelas estreitas. As bandas vermelha e azul estão separadas da área verde por listras brancas estreitas.

As cores da bandeira tem cada uma seu significado. O vermelho significa o sangue do povo, o azul representa o céu, as cores preto e branco significam as raças negra e branca, o verde representa as florestas e o amarelo é ouro. A África do Sul é um dos maiores produtores do metal precioso no mundo.


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Atividade 7

Mensagem por lariceccon3G_2012s1 em Sex Maio 04, 2012 8:58 pm

As artes na África do Sul estão vivas e prosperando. Os primeiros artistas do país foram o povo San que decoravam suas cavernas com pinturas nas rochas e gravuras de animais.

Mais tarde, artistas como Pierneef e Thomas Baines adicionaram um toque europeu na arte da comunidade local, que resultou em uma
proposta de arte que é uma fusão de culturas e um produto mundial.

Pinturas nos vilarejos, esculturas, entalhes em madeira, cestarias, arte em miçangas e em arames e cerâmicas se tornaram populares no mundo todo.

Também, o cenário da música nacional está vivo e vibrante com sons distintos que abrangem desde o "Pennywhistle" e o "Kwaito" (Pop Africano) até o Soul, Jazz, Reggae e o Hip-hop.

No cenário dos palcos, a África do Sul teve o reconhecimento internacional resumido por grandes nomes como “Ipi Tombi”, “Umoja” e "African Footprint".

A indústria cinematográfica sul-africana está experimentando um crescimento e sucesso jamais vistos com filmes como “u-Carmen”, “eKhayelitsha”.



A Estratégia de Crescimento da Indústria da Cultura

O Ministério de Arte e Cultura da África do Sul vem trabalhando por muitos anos com parcerias como o Ministério de Comércio e Indústria para desenvolver e implementar a estratégia de crescimento da indústria da cultura.

O Governo identificou a indústria da cultura como uma chave econômica para o crescimento das áreas. O objetivo dessa estratégia é o de aumentar o potencial da indústria cultural sul-africana para contribuir com a geração de mais empregos e riqueza.

O projeto começou com uma pesquisa e uma fase de estratégia de desenvolvimento na qual resultou em análises detalhadas de artesanato, filme e televisão, música e editoras.

Recomendações chaves relacionadas à educação e ao treinamento, aumento de demanda local e internacional por produtos culturais, gerando informações e levantando o profile da indústria cultural, etc... foram feitos, que resultaram em projetos sendo lançados em áreas de artesanatos, filmes, música, editoração, etc...



Arte e Cultura

A natureza heterogênea da população da África do Sul explica o crescimento da mistura de culturas, aspecto naturalmente manifestado nas línguas, artes e religiões.

Em todo o mundo, a língua é reconhecida como um dos direitos básicos de um indivíduo. Para atender a este requisito fundamental, a Constituição de 1993 da África do Sul apresenta 11 línguas, agora oficiais em nível nacional. São elas: Afrikaans, Inglês, isiNdebele, Sesotho sa Leboa (Sotho do Norte), Sesotho (Sotho do Sul), siSwati, Xitsonga, Setswana, Tshivenda, isXhosa e isiZulu.

Em 1994, o ministro de Artes e Cultura criou o Departamento de Artes, Cultura, Ciência e Tecnologia, colocando em prática as funções — previamente determinadas pelo Departamento de Funções Nacionais — no que se refere à ciência e tecnologia.

Em agosto daquele mesmo ano, o ministro formou um Grupo de Trabalho de Artes e Cultura (ACTAG), com o objetivo principal de tornar as artes acessíveis para todos os sul-africanos.






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Atividade Virtual 8: Música [Introdução]

Mensagem por lariceccon3G_2012s1 em Ter Maio 22, 2012 8:07 pm

Música Sertaneja





Chitãozinho, um dos mais conhecidos nomes da música sertaneja contemporânea no Brasil.
Informações gerais
Origens estilísticas Cururu, Embolada, Fandango, Recortado, Toada
Contexto cultural Interior das regiões Sudeste, Centro-oeste e Sul do Brasil.
Instrumentos típicos viola guitarra, violão, sanfona, acordeão e flauta
Popularidade Em todo o Brasil
Formas derivadas Moda de viola
Subgêneros
Caipira (ou Sertanejo de Raiz)
Sertanejo Romântico
Sertanejo Universitário
Música Sertaneja ou caipira é um gênero musical do Brasil produzido a partir da década de 1910, por compositores rurais e urbanos, outrora chamada genericamente de modas, toadas, cateretês, chulas, emboladas e batuques, cujo som da viola é predominante.[1]
O folclorista Cornélio Pires conheceu a música caipira, no seu estado original, nas fazendas do interior do Estado de São Paulo e assim a descreveu em seu livro "Conversas ao pé do Fogo":
-"Sua música se caracteriza por suas letras românticas, por um canto triste que comove e lembra a senzala e a tapera, mas sua dança é alegre".
Cornélio Pires em seu livro "Sambas e Cateretês", recolheu letras de música cantadas nas fazendas do interior do estado de São Paulo no início do século XX, antes de existir a música caipira comercial e gravada em discos. Sem o livro "Sambas e Cateretês" estas composições teriam caído no esquecimento.
Inicialmente tal estilo de música foi propagado por uma série de duplas, com a utilização de violas e dueto vocal. Esta tradição segue até os dias atuais, tendo a dupla geralmente caracterizada por cantores com voz tenor (mais aguda), nasal e uso acentuado de um falsete típico. Enquanto o estilo vocal manteve-se relativamente estável ao longo das décadas, o ritmo, a instrumentação e o contorno melódico incorporaram aos poucos elementos de gêneros disseminados pela indústria cultural.[1]
Destacaram-se inicialmente, entre as duplas pioneiras nas gravações em disco de vinil, Zico Dias e Ferrinho, Laureano e Soares, Mandi e Sorocabinha e Mariano e Caçula. Foram as primeiras duplas a cantar principalmente as chamadas modas de viola, de temática principalmente ligada à realidade cotidiana - casos de "A Revolução Getúlio Vargas" e "A Morte de João Pessoa", composições gravadas pelo duo Zico Dias e Ferrinho, em 1930, e "A Crise" e "A Carestia", modas de viola gravadas por Mandi e Sorocabinha, em 1934. Gradualmente, as modificações melódicas e temáticas (do rural para o urbano) e a adição de novos instrumentos musicais consolidaram, na década de 1980, um novo estilo moderno da música sertaneja, chamado hoje de "sertanejo romântico" - primeiro gênero de massa produzido e consumido no Brasil, sem o caráter geralmente épico ou satírico-moralista e menos frequentemente, lírico do "sertaneja de raiz".[1][2]
Tais modificações dentro do gênero musical têm provocado muitas confusões e discussões no país a cerca do que seria música caipira/sertaneja. Críticos literários, críticos musicais, jornalistas, produtores de discos, cantores de duplas sertanejas, compositores e admiradores debatem sobre as quais seriam as formas artísticas de expressão do gênero, que levam em conta as mudanças ocorridas ao longo de sua história. Muitos estudiosos seguem a tendência tradicional de integrar as músicas caipira e sertaneja como sub-gêneros dentro um só conjunto musical, estabelecendo fases e divisões: de 1929 até 1944, como "música caipira" (ou "música sertaneja raiz"); do pós-guerra até a década de 1960, como uma fase de transição da velha música caipira rumo à constituição do atual gênero sertanejo; e do final dos anos sessenta até a atualidade, como música "sertaneja romântica".[2] Outros no meio acadêmico, no entanto, consideram "música caipira" e "música sertaneja" gêneros completamente independentes, baseado na ideia de que a primeira seria a música rural autêntica e/ou do homem rural autêntico, enquanto a segunda seria aquela feita, como "produto de consumo", nos grandes centros urbanos brasileiros por não-caipiras.[3][4] Outros autores estendem o conceito de música caipira/sertaneja ao baião, ao xaxado e outros ritmos do interior do Norte e Nordeste.[1]
Se for adotado o critério de que música caipira e sertaneja são sinônimos, pode-se dividir este gênero musical em alguns sub-gêneros principais: "Caipira" (ou "Sertanejo de Raiz"), "Sertanejo Romântico" e "Sertanejo Universitário".






Forró

Forró (originariamente forrobodó) é um ritmo e dança típicos da Região Nordeste do Brasil praticada nas festas juninas e outros eventos. No forró, vários ritmos musicais daquela região, como baião, a quadrilha, o xaxado, que tem influências holandesas e o xote, que veio de Portugal, são tocados, tradicionalmente, por trios, compostos de um sanfoneiro (tocador de acordeão, que no forró é tradicionalmente a sanfona de oito baixos), um zabumbeiro e um tocador de triângulo. Também é chamado arrasta-pé, bate-chinela, fobó.
O forró possui semelhanças com o toré e o arrastar dos pés dos índios, com os ritmos binários portugueses e holandeses, porque são ritmos de origem europeia a chula, denominada pelos nordestinos simplesmente "forró", xote e variedades de polcas europeias que são chamadas pelos nordestinos de arrasta-pé e ou quadrilhas. A dança do forró tem influência direta das danças de salão europeias, como evidencia nossa história de colonização e invasões europeias.
Além do forró tradicional, denominado pé-de-serra, existe outras variações, tais como o forró eletrônico, vertente estilizada e pós-modernizada do forró surgida no início da década de 90 que utiliza elementos eletrônicos em sua execução, como a bateria, o teclado, o contrabaixo e a guitarra elétrica; e o forró universitário, surgido na capital paulista no final da década de 90, que é uma especie de revitalização do forró tradicional, que eventualmente acrescenta contrabaixo e violão aos instrumentos tradicionais, sendo a principal caracteristica os três passos basicos, sendo um deles o "2 para lá 2 para cá", que veio da polca.
Conhecido e praticado em todo o Brasil, o forró é especialmente popular nas cidades brasileiras de Campina Grande, Caruaru, Mossoró e Juazeiro do Norte, onde estas sediam as maiores Festa de São João do país. Já nas capitais Aracaju, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Maceió, Recife, e Teresina, é tradicional as festas e apresentações de bandas de forró em eventos privados que atraem especialmente os jovens.

Pagode


Pagode (estilo musical)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Este artigo ou secção cita fontes fiáveis e independentes, mas elas não cobrem todo o texto (desde julho de 2011).
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Foi proposta a fusão deste artigo ou se(c)ção com Pagode (festa) (por favor crie o espaço de discussão sobre essa fusão e justifique o motivo aqui; não é necessário criar o espaço em ambas as páginas, crie-o somente uma vez. Perceba que para casos antigos é provável que já haja uma discussão acontecendo na página de discussão de um dos artigos. Cheque ambas (1,2) e não esqueça de levar toda a discussão quando levar o caso para a central.). (desde junho de 2011).
Pagode é um gênero musical brasileiro originado no Rio de Janeiro, a partir da cena musical do samba dos fundos de quintais, muito comuns no subúrbio da cidade. Esta é a forma pejorativa e preconceituosa que esta palavra assumiu.[1]
No início, o pagode não era exatamente um gênero musical. Pagode era o nome dado às festas que aconteciam nas senzalas e acabou tornando-se sinônimo de qualquer festa regada a alegria, bebida e cantoria. Prova de que o nome em nada tem a ver com o ritmo, é a música “Pagode de Brasília” gravada por Tião Carreiro em 1959, cuja roupagem em nada lembra nenhuma das variações do samba. Isso pode ser bem percebido pela letra “Pagode do Vavá” de Paulinho da Viola, “Pagode pra valer” de Leci Brandão ou qualquer outra do grupo Fundo de Quintal, considerado por muitos o primeiro grupo de pagode do Brasil.[2]
O termo pagode começou a ser usado como sinônimo de samba por causa de sambistas que se valiam deste nome pra suas festas, mas nunca o citaram como estilo musical até então.


Última edição por lariceccon3G_2012s1 em Dom Maio 27, 2012 8:08 pm, editado 2 vez(es)

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Atividade 9

Mensagem por lariceccon3G_2012s1 em Ter Maio 22, 2012 8:10 pm

Música Africana no Brasil
A“Identidade Cultural Brasileira” foi forjada por elites européias ao longo do século XX, com o argumento de que “o Brasil é uma mistura”, intelectuais das mais diversas áreas e vertentes criaram uma estratégia para enquadrar toda e qualquer expressão cultural africana no conceito, ou idéia, de Cultura Brasileira, assim sendo, Capoeira, Samba, Maracatu, Tambor de Crioula, Acarajé, Umbigada, Quilombos, Congadas e muitas outras heranças e expressões africanas são criminosamente diluídas na “Identidade Cultura Brasileira”.

De diferente forma, no mesmo Brasil, a comida portuguesa continua de Portugal , a música italiana continua da Itália ,as festas alemães, continuam da Alemanha, o restaurante chinês é da China e a escola francesa é da França. Pensar em um restaurante Angolano ou uma escola Egypcia, por exemplo, está fora de cogitação até mesmo para a maioria dos “movimentos negros”, que aderiram a uma integração social sem critérios éticos, a cidadania de assimilação.

Essas elites européias, seus descendentes, divididos entre a política e a academia, sempre souberam do potencial, da criatividade e da transformação da cultura africana fora do continente, e por isso mesmo tentam suprimir e direcionar as capacidades criativas do povo africano do Brasil, condicionando-as a regras do mercado econômico.

No caso da música isso é muito forte. A música faz parte da fisiologia africana e, sendo assim, a música africana é naturalmente pop e moderna, de Thomas Mapfumo a Salif Keita, passando por Rokia Traoré, não nos faltam exemplos que confirmam essa teoria.

No Brasil a africanidade vibra no povo, e onde há africano há música. Em quilombos, pombais, vagas e quartos, favelas, morros, nas ruas, becos, jardins, prisões, casas, apartamentos, templos e terreiros ... onde estamos a música nos acompanha.

Porém, nossas capacidades criativas estão sendo alijadas, as referenciais rítmicas e instrumentais foram praticamente apagadas da memória africana no Brasil. Instrumentos como Kissanges, Marimbas e korás se perderam no tempo e no espaço. Os instrumentos musicais, a improvisação e a composição musical são os campos mais atingidos, por serem fundamentos, raízes.

Projetos educacionais como o Musikfabrik (Rio de Janeiro) cumprem o papel de reconstituir essa memória musical africana no Brasil através de pesquisas e construção de instrumentos africanos trazidos durante a diáspora.

O congolês e etnomusicólogo Kazadi Wa Mukuma possui uma vasta pesquisa sobre a contribuição bantu à denominada música brasileira. Ignorado ou marginalizado pelas academias Kazadi tem muito a acrescentar ao conhecimento sobre as raízes musicais da música dita e tida como brasileira.

Para Kazadi, a raiz da música africana está na linguagem formada por um aparato de melodia, ritmo, harmonia, tons, e língua/linguagem. Em sua concepção, o conceito de organização rítmica é o que impede o desaparecimento ou perda das capacidades criativas da música africana.

No sentido filosófico e da prática musical, o músico (nascido nos EUA) Ishmael Wadada Leo Smith baseou-se em Egypto (Kemet) e Etiópia (Rastafari) para desenvolver um interessante sistema de linguagem musical: ANKHRASMATION, uma ferramenta revolucionária de construção/reconstrução das capacidades musicais criativas.

Ankhrasmation

"A música Ankhrasmation não usa imagens de notas, não há desenhos de notas, é uma interpretação simbólica do que está lá. É uma maneira de fazer música que tem um pouco de improvisação e composição dentro dela, mas é uma coisa totalmente diferente, porque é tudo simbólico. "

Wadada Leo Smith

A palavra Ankhrasmation foi criada a partir da palavra egípcia para "força vital" (Ankh), da palavra em amárico "Cabeça" ou "pai" (RAS), e uma palavra universal para a mãe: (Ma).

Wadada Leo Smith desenvolveu um tipo de notação musical que refletia sua própria expressão artística; que ele denominou Ankhrasmation em 1977. Essa linguagem notacional abre espaço para formas de composição e improvisação, coloca todos os instrumentos no mesmo campo. No papel (notação), Ankhrasmation usa símbolos para criar um roteiro para a improvisação.

Ankhrasmation é uma linguagem e ferramenta de reconstrução da suprimida capacidade criativa que o africano enfrenta na diáspora, mais até, esse sistema oferece ao músico um maior campo de criação ao ouvinte uma estética musical completa.

Segundo o próprio Wadada leo Smith:“através de reflexões musicais, percebi que a música tinha um uso filosófico, teórico e prático na construção de objetos de arte (...) A composição e improvisação são construídos por meio de atividades musicais e momentos musicais que inspiraram o artista (compositor/performer). Durante cinqüenta anos minha pesquisa e desenvolvimento artístico buscou criar uma linguagem de notação, e projetei um sistema compatível a ilustração de minha expressão artística.. No contexto de desempenho, o conjunto é a unidade mais importante para descobertas e criações, e é a chave para o sucesso , portanto, determina a qualidade da composição e da experiência de improvisação.”

Linguagens, sistemas e métodos que possam redimensionar e reconstituir capacidades criativas africanas são bem vindas, e devem ser utilizadas para música, literatura e ciência, independente da área de conhecimento não há tempo nem espaço para assimilação e aceitação de identidades nacionais artificiais, forjadas.



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Atividade 10

Mensagem por lariceccon3G_2012s1 em Ter Maio 22, 2012 8:14 pm

O cubismo cézanniano ou cubismo pré-analítico foi a fase que iniciou o movimento do cubismo.
Esta fase foi fortemente marcada pela obra de Cézanne, sobretudo no carácter analítico das formas e planos de cor, que influenciou a análise de paisagens e objectos.
Também a arte africana foi uma das grandes bases do cubismo devido às suas formas simplificadas e às volumetrias duras. Pablo Picasso era um colecionador de fotografias, e formou uma coleção de imagens da arte primitiva das máscaras dos povos africanos. Esta influência aparece pela primeira vez numa obra de Picasso em 1907, Les Demoiselles d'Avignon, inaugurando a chamada "Fase negra" do pintor.
Deu origem a uma fase seguinte, mais pensada e desenvolvida, o cubismo analítico.




A influência da cultura africana no Brasil

Desde a chegada dos negros no Brasil, houve uma grande influência da cultura africana na nossa maneira de viver em muitas circunstâncias.
Podemos destacar a presença afro-brasileira na nossa língua, de proveniência africana temos as seguintes palavras: cachaça, moleque, quindim, jiló, macumba, marimbondo, cochilo, tanga, samba, maxixe, zabumba, acarajé, carimbó, canjica, etc. Também se destacam nomes: Jurema, Iuri, Joaquim, Jusefa, etc. Não podemos nos esquecer da importância que trouxeram na alimentação: paçoca, feijoada, quindim, tapioca, bolo de fubá, acarajé, vacapá, bobó, feijão mulatinho, dendê, inhame e aipim. O Brasil teve uma forte influência da religião africana, tais como a Cacumba, Iemanjá e o Candoblé. O candoblé por exemplo, é uma religião fetichista(mas que sofreu influências do cristianismo), hoje comum no nosso país e que veio originalmente da África.
O racismo e o preconceito têm sua raiz no processo de escravização dos povos africanos pelos europeus. Os escravos eram empregados em praticamente todas as atividades nos três séculos e meio que durou a escravidão em nosso país.
Esse povo sofreu, mas trouxe consigo características que não se perderam com o tempo e permanecem até hoje aucumulada na diversidade brasileira.




Última edição por lariceccon3G_2012s1 em Dom Maio 27, 2012 8:09 pm, editado 1 vez(es)

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Atividade Virtual 11

Mensagem por lariceccon3G_2012s1 em Dom Maio 27, 2012 7:42 pm

Helio Oiticica (Rio de Janeiro RJ 1937 - idem 1980). Inicia, junto com o irmão César oiticia (1939), estudos de pintura e desenho com Ivan Serpa (1923-1973) no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, em 1954.
Neste ano, escreve seu primeiro texto sobre artes plásticas; a partir daí o registro escrito de reflexões sobre arte e sua produção torna-se um hábito. Participa do Grupo Frente em 1955 e 1956 e, a partir de 1959, integra o Grupo Neoconcreto. Abandona os trabalhos bidimensionais e se interessa por outras formas de expressão, procurando retirar a pintura do quadro e levá-la para o espaço; cria relevos espaciais, bólides, capas, estandartes, tendas e penetráveis.
Em 1964, começa a criar as chamadas manifestações ambientais. Na abertura da mostra Opinião 65, no MAM/RJ, protesta quando seus amigos integrantes da escola de samba Mangueira são impedidos de entrar, sendo expulso do museu. Realiza, então, uma manifestação coletiva em frente do museu, na qual os Parangolés são vestidos pelos amigos sambistas. Participa das mostras Opinião 66 e Nova Objetividade Brasileira, apresentando, nesta última, a manifestação ambiental Tropicália. Em 1968, realiza no Aterro do Flamengo a manifestação coletiva Apocalipopótese, da qual fazem parte seus Parangolés, os Ovos de Lygia Pape (1929) e o Dog´s Act de Rogério Duarte. Em 1969, realiza na Whitechapel Gallery, em Londres, o que chama de Whitechapel Experience, apresentando o projeto Éden. Vive em Nova York durante a maior parte da década de 70, período no qual é bolsista da Fundação Guggenheim, participa da mostra Information, no MoMa, e retorna ao Brasil em 1978.
Em 1981, é criado no Rio de Janeiro o Projeto Helio Oiticica, destinado a preservar, analisar e divulgar sua obra, dirigido por Lygia Pape, Luciano Figueiredo (1948) e Waly Salomão (1943-2003). Entre 1992 e 1997, o Projeto HO realiza uma grande mostra retrospectiva, itinerante pelas cidades de Roterdã (Holanda), Paris (França), Barcelona (Espanha), Lisboa (Portugal), Mineápolis (Estados Unidos) e Rio de Janeiro. Em 1996, a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro funda o Centro de Artes Helio Oiticica, que pretende abrigar todo o acervo do artista e colocá-lo à disposição do público.

http://3.bp.blogspot.com/_7TdApfWRk_I/S-wosU23bkI/AAAAAAAABjk/jKiA43PZk7g/s320/parangole.jpg



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Atividade 12

Mensagem por lariceccon3G_2012s1 em Dom Maio 27, 2012 7:50 pm

Metaesquema, 1958, de Hélio Oiticica (1937-80), é uma obra de virada na história da arte brasileira. Esse guache sobre cartão mostra quadriláteros irregulares, aparentemente ajustados a uma grade, mas que fogem da rigidez dos ângulos retos.
Em 1958, Hélio Oiticica participava do grupo Frente, no Rio de Janeiro. Junto a artistas como Ivan Serpa, Aloísio Carvão, Lygia Pape e Lygia Clark, ele digeria os primeiros resultados da abstração geométrica no Brasil Até 1947, nunca houvera arte abstrata entre nós; o estilo tinha então apenas dez anos no país. O rigor da abstração concretista era questionado pelo grupo Frente.
No Metaesquema, Oiticica desestabiliza uma composição modular. Como diz o título, trata-se de ir além do esquema, quebrando metas. O resultado sugere o movimento das figuras que, ao invés de seguirem um padrão previsível, parecem dançar livremente sobre o plano.
Obras como Metaesquema levaram artistas abstratos rigorosos a criticarem duramente o grupo Frente, que acabou por se desintegrar, no final dos anos 1950. Em seguida, Hélio Oiticica radicalizou sua pesquisa, liberando os módulos dançantes da folha de papel, deixando-os soltos no ar, sob forma de relevos coloridos suspensos por fios. A abstração geométrica brasileira iniciava sua trajetória singular, pretendendo liberar as formas originadas da disciplina de linhas, figuras e sólidos.










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Re: Atividades da Lari Ceccon.

Mensagem por CaesarXcz em Seg Maio 28, 2012 2:52 pm

lariceccon3G_2012s1 escreveu:Metaesquema, 1958, de Hélio Oiticica (1937-80), é uma obra de virada na história da arte brasileira. Esse guache sobre cartão mostra quadriláteros irregulares, aparentemente ajustados a uma grade, mas que fogem da rigidez dos ângulos retos.
Em 1958, Hélio Oiticica participava do grupo Frente, no Rio de Janeiro. Junto a artistas como Ivan Serpa, Aloísio Carvão, Lygia Pape e Lygia Clark, ele digeria os primeiros resultados da abstração geométrica no Brasil Até 1947, nunca houvera arte abstrata entre nós; o estilo tinha então apenas dez anos no país. O rigor da abstração concretista era questionado pelo grupo Frente.
No Metaesquema, Oiticica desestabiliza uma composição modular. Como diz o título, trata-se de ir além do esquema, quebrando metas. O resultado sugere o movimento das figuras que, ao invés de seguirem um padrão previsível, parecem dançar livremente sobre o plano.
Obras como Metaesquema levaram artistas abstratos rigorosos a criticarem duramente o grupo Frente, que acabou por se desintegrar, no final dos anos 1950. Em seguida, Hélio Oiticica radicalizou sua pesquisa, liberando os módulos dançantes da folha de papel, deixando-os soltos no ar, sob forma de relevos coloridos suspensos por fios. A abstração geométrica brasileira iniciava sua trajetória singular, pretendendo liberar as formas originadas da disciplina de linhas, figuras e sólidos.











Bônus. sunny Ótima participação!

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